Fw: CVL - A nova era dos direitos autorais
Amarildo Magalhães <amarildomagalhaes-GyVFVFqO9Jo5ZsYqiI/[email protected]>
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.linux.parana |
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> > > ----- Mensagem encaminhada de Tirza Myga Garcia > <tirzamg2002-/E1597aS9LRfJ/[email protected]> ----- > > Data: Thu, 17 Mar 2005 16:39:57 -0300 (ART) > > De: Tirza Myga Garcia <tirzamg2002-/E1597aS9LRfJ/[email protected]> > > Reponder para: Tirza Myga Garcia <tirzamg2002-/E1597aS9LRfJ/[email protected]> > > Assunto: CVL - A nova era dos direitos autorais > > Para: [email protected] > > > > http://www.cbl.org.br/news.php?recid=1704 (March 17 2005) > > > > > > > > A nova era dos direitos autorais - O Globo - 05/03/2005 > > > > > > > > Por lei, sempre que alguém copia - ou xeroca - um livro está cometendo > crime de > > pirataria. Quer dizer, isso se o autor não disser o contrário. O advogado > > Joaquim Falcão, diretor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas > (FGV), > > lançou recentemente "A favor da democracia", reunião de artigos que > publicou na > > imprensa, no qual afirma, justamente, que é permitido copiar, distribuir, > > exibir e executar a obra". > > > > > > > > Sem abandonar o copyright - Falcão continua a ser o "dono" de sua obra e a > > receber, normalmente, os direitos autorais sobre as vendas - ele, no > entanto, > > resolveu abrir esta brecha, de acordo com as novas normas dos > > chamados "creative commons", um movimento internacional que nasceu em 2001 > nos > > EUA, na Universidade de Stanford, e ao qual o Brasil foi o quarto paÃs a > > aderir, depois dos próprios EUA, do Japão e da Finlândia. > > > > > > > > > > > > > > > > - Passamos um ano adaptando as normas dos "creative commons" à legislação > > brasileira - diz o advogado Ronaldo Lemos, 28 anos, coordenador do Centro > de > > Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV e referência no Brasil > a > > respeito do assunto. > > > > > > > > Até maio, Lemos vai lançar pela editora da FGV "Direito, cultura e > tecnologia", > > livro no qual aborda os novos desafios da era tecnológica, também sob a > > licença "creative commons", designada pelo sÃmbolo CC; o tradicional > copyright > > é indicado por C. > > > > > > > > Assim como Falcão, Lemos, porém, vai fazer ressalvas à permissão para > realizar > > cópias. Isto porque os "creative commons" oferecem uma gama flexÃvel de > > licenças, que é possÃvel combinar de diversas maneiras, de acordo com os > > interesses do autor. > > > > > > > > Além da licença CC, básica, eles escolheram outras três licenças, pelas > quais > > determinam que sempre se dê crédito ao autor, proÃbem o uso comercial da > obra e > > impedem qualquer alteração ou transformação do conteúdo. > > > > > > > > > > > > > > > > - São poucas as bibliotecas, são poucas as livrarias, é pequena a edição > do > > livro. à preciso ampliar o acesso dos jovens, sobretudo os estudantes, à > > produção intelectual, e que essa produção seja um estÃmulo para que eles > > trabalhem sobre ela e tudo reinventem - afirma Joaquim Falcão ao > justificar sua > > opção pela licença CC, que tem ganhado cada vez mais adeptos no mundo. > > > > > > > > Atualmente, 4,5 milhões de obras estão licenciadas dessa forma no mundo: > não > > apenas livros ou e-books, mas músicas, filmes, blogs, fotos etc. > > > > > > > > No Google, há 6,4 milhões de referências aos "creative commons", e 24 > paÃses já > > adotam essas licenças, que nasceram a partir da defesa do "software > livre", que > > levou ao movimento pelo "copyleft", expressão que, sem deixar de ter uma > > conotação polÃtica em relação ao copyright, indica liberdade para copiar. > > > > > > > > Os "creative commons" são um tipo de "copyleft", adaptados ao mundo > intelectual > > da cultura, a partir de uma nova abordagem jurÃdica para lidar com a era > > digital. Em vez do "all rights reserved" (todos os direitos reservados) > > do "Copyright", eles têm como lema "some rights reserved" (alguns direitos > > reservados). > > > > No Brasil, no mercado de livros, os CC ainda são desconhecidos pela > maioria dos > > editores. No entanto, suscitam questões polêmicas. > > > > > > > > - Sou escritor profissional, vivo disso. O Joaquim Falcão é advogado. A > partir > > do momento em que eu abro mão do meu trabalho, permitindo cópias, como vou > me > > sustentar? Não existe bolsa ou instituição que nos pague para escrever - > > observa o escritor Luiz Ruffato. > > > > > > Tirza > > > > > > > > ------------------------------------------------- > > Wnet Internet Provider - http://www.wnet.com.br >