Sobre Aplicativos para Revisão Gramatical!
Jorge Modesto <[email protected]>
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.linux.parana |
|---|---|
| Organization | Inteligencia Sistemas de Informação |
| Message-ID | <1117979557.706.7.camel@kurumin> |
Agradeço pela atençao. Um grande abraço, Jorge Modesto ([email protected]). WWW.inteligencia.ind.br Companheiros da LISTA, recebi este pedido de informação do amigo Mario Zamataro, o qual submeto para receber mais detalhes sobre o que foi relacionado!!! ----Original Message Follows---- From: "Mário Augusto J. Zamataro" <[email protected]> To: "Jorge Modesto" <[email protected]> Como disse, trabalho no Ministério Público, sou Auditor e estou lotado no Centro de Apoio Operacional das Promotorias das Fundações e do Terceiro Setor. Você me disse que está trabalhando no projeto de Software Livre (LINUX), certo? Eu estava pensando em procurar alguém da comunidade Linux para fazer um comentário sobre um assunto que penso ser do interesse da comunidade: trata-se do desenvolvimento de aplicativos/rotinas para revisão gramatical a ser implementados em outros aplicativos, como por exemplo, o OpenOffice. Sei que existe uma iniciativa da comunidade para se desenvolver esta ferramenta que, certamente, irá consumir um bom esforço e tempo. Ocorre que fiquei sabendo que a ferramenta de revisão gramatical existente nos aplicativos da Microsoft (famÃlia Office) é resultante de um projeto desenvolvido na USP, em parceria com a Itautec e outra empresa. Desse projeto, parece que a Itautec ficou com os direitos de explorar a ferramenta que, inicialmente, recebeu o nome de ReGra (sigla de Revisor Gramatical). A Itautec incorporou o produto em seu antigo editor de textos (Redator) e chegou a vendê-lo empacotado. Algum tempo depois, a Itautec licenciou o produto à Microsoft, que passou a incorporá-lo nos aplicativos da famÃlia Office (Word, Excel, etc.). Atualmente, pelo que sei, a Itautec descontinou os produtos Redator e ReGra. Entretanto a Microsoft continua utilizando o revisor gramatical. O que me chama a atenção é que a USP é uma instituição de ensino pública. Não me parece razoável que o resultado de qualquer projeto desenvolvido por eles fique gerando lucros para empresas privadas, quando deveria produzir conhecimentos e colocá-los à disposição da sociedade como um todo. Por mais que o projeto tenha sido financiado (em parte) por recursos privados, com certeza utilizou-se de toda uma estrutura pública (a própria USP, com instalações mantidas com recursos públicos e professores, com toda a formação e conhecimentos obtidos com recursos públicos). Não conheço os detalhes e condições da parceria e do projeto que resultou no ReGra, mas penso que este resultado deveria ser disponibilizado também à sociedade, inclusive por meio da comunidade Linux, que poderia incorporá-lo aos aplicativos em lÃngua portuguesa do Brasil e disponibilizá-lo à sociedade, no conceito de software livre. Assim, penso que seja interessante que a comunidade Linux investigue e procure conhecer as condições do projeto e parceria da USP, com o objetivo de conseguir que o revisor gramatical seja colocado à disposição da sociedade, de forma a corrigir essa situação que me parece ser uma distorção das finalidades de uma instituição de ensino pública e da aplicação de recursos públicos. Uma vitória dessas daria um grande impulso ao projeto do software livre, tanto em termos polÃticos como práticos, ampliando a facilidade de uso dos aplicativos, aumentando a compatibilidade com os softwares mais utilizados e alavancando o número de adeptos do software livre, permitindo também à comunidade do Paraná ganhar destaque no cenário nacional. Fico à disposição para trocar idéias a respeito. Um abraço! Mário A. J. Zamataro [email protected] (41) 3250-4800