Re: [QD-Filosofia] E se a Microsoft fechar?]

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AFF... claro que é possível. Assim como é possível eu ser abduzido por 
um extra-terrestre. Num mundo de probabilidades infinitas tudo é 
possível...

[]s, gandhi

Alexandre Pesserl wrote:

>
> Olhaí o que o Dvorak tá falando...
>
> []s
>
> Alexandre
>
> -------- Original Message --------
>
> http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/cat.asp
>
> E se a Microsoft fechar?
>
> Fale com seus amigos e veja o que eles usam em suas máquinas. 
> Dificilmente
> vai encontrar alguém que não seja usuário de software Microsoft. Em sua
> maioria, pelo menos aqui no Brasil, estarão usando versões piratas de
> Windows, Office, etc. Mas nas empresas, onde a fiscalização bate em cima,
> usa-se em geral versões honestas. É quase um idioma universal — falar
> windowês. A gente reclama, esperneia, se enraivece, mas tá lá, firme e
> forte, clicando nos ícones do sr. Gates. Obviamente há os heróis, que 
> fazem
> questão de escapar do lugar-comum. Mas pense um momentinho: e se a 
> Microsoft
> sumisse do mapa?
>
> Há uma semana o amigo do Piropo, John C. Dvorak, colunista da revista “PC
> Magazine”, escreveu um artigo que me derrubou da cadeira. Reproduzo 
> aqui a
> tal peça, avisando logo para que a leitora também não se esborrache no 
> solo.
> Dvorak lembrou que Bill Gates certa vez disse que só continuaria 
> tocando a
> Microsoft enquanto estivesse se divertindo com isso. E questiona: será 
> que
> ele ainda está se divertindo? Tudo bem que Gates, Ballmer e os outros
> grandes na empresa estejam cheios da grana. Mas e a constante 
> animosidade e
> os ataques públicos, tortas na cara, processos judiciais... será que isso
> tudo já não os teria deixado de saco cheio? Não estariam eles pensando em
> fechar a Microsoft? (Foi neste ponto que eu me estabaquei da cadeira).
>
> Dvorak se pergunta: por que motivo uma empresa, com US$ 70 bilhões em 
> caixa
> e muitos outros bilhões nas contas do CEO e dos fundadores, decidiria 
> cortar
> custos para economizar alguns bilhõezinhos? Ou os chefões estão vendo
> encrenca pela frente, ou a ganância lhes subiu à cabeça, ou então estão
> pensando em fechar a espelunca.
>
> A Microsoft já está economizando fábulas transferindo empregos para 
> países
> de mão-de-obra mais barata e, nos EUA, utilizando serviços de 
> estrangeiros
> com permissão para trabalhar, que ganham bem menos. E os gastos com 
> pesquisa
> e desenvolvimento, onde estariam sendo aplicados? Dvorak alfineta, 
> dizendo
> que o produto mais mundano da MS, o Internet Explorer, é um amontoado de
> código velho e tem mais buracos que um queijo suíço. Ele nos manda ir ao
> Help/About do dito cujo e observar que o software ainda é baseado no 
> velho
> Spyglass, que, por sua vez, baseia-se no paleolítico Mosaic. Incita-nos a
> notar também que o copyright do IE é de 1995 a 2001. (Ora, raios! Não 
> é que
> é mesmo?) Será que isso quer dizer que não tem havido qualquer
> desenvolvimento realmente novo em cima do bicho desde então? Seriam 
> apenas
> esses remendos que a gente vê a toda hora? A outra gozação do 
> articulista é
> recomendar-nos a clicar em “Acknowledgements” (agradecimentos),
> desafiando-nos a ler até o fim a lista ultralonga de créditos. Como é que
> tanta gente pode ter trabalhado num só produto de software?
>
> A impressão de Dvorak é que a Microsoft estaria se movendo apenas no 
> embalo,
> faturando horrores, certo, mas navegando só enquanto der, com um possível
> objetivo mais adiante: fechar suas portas. Ele reconhece que a idéia é 
> meio
> ridícula e as centenas de comentários em seu site comprovam esta 
> impressão.
> No entanto, grandes companhias interrompendo suas atividades não é algo
> novo — já aconteceu antes. Ele lembra os primeiros temos da
> microinformática, em que a empresa Process Technology simplesmente 
> fechou.
> Achava-se que a firma tinha quebrado, mas no fim das contas ficou 
> claro que
> os donos apenas se encheram e pararam com a brincadeira.
>
> O audacioso Dvorak faz em seu artigo uma análise das ações da MS e 
> imagina
> que, se ela continuar no processo de mudar tudo para fora dos EUA e
> conseguir levantar mais algumas dezenas de bilhões de dólares, poderá 
> numa
> boa pagar seus acionistas e fim de papo. Tchauzinho. O impacto local nos
> Estados Unidos seria mínimo, como também o seriam os processos legais 
> contra
> a empresa por ter fechado. Os funcionários seriam espalhados pelas novas
> companhias menores que se formariam a partir das divisões da Microsoft.
> Seria só o trabalho de dar novos nomes às firmecas e distribuir o cacau
> entre todas.
>
> A teoria do Dvorak é meio maluca mas, no fim das contas, os chefões
> continuariam bilionários e não teriam que um dia ver a Microsoft rolar
> tristemente ladeira abaixo, seguindo o inexorável destino dos grandes
> impérios. Não há como discordar do imaginativo articulista quando diz 
> que um
> acontecimento assim seria um dos mais notáveis e interessantes 
> episódios da
> história dos negócios em todos os tempos. O pior que aconteceria seria 
> o Tio
> Bill levar umas escovadas de leve pelo Departamento de Justiça americano
> e... zé fini. De acordo com Dvorak, é isso mesmo que a Microsoft deveria
> fazer: fechar. A maioria dos usuários se agüentaria com o Windows XP por
> mais uns três anos. A empresa lançaria ainda mais uma versão do sistema
> operacional, o Longhorn, e, quem sabe?, ofereceria para o domínio público
> todos os fontes de seus softwares, numa cutucada final contra o Linux.
>
> Esse Dvorak... esse cara fuma o quê, afinal?
>
>
> ***
>
>
> Os links de hoje estão em <www.iis.com.br/~cat/infoetc/20040719.htm>, mas
> como acho que a leitora vai querer comentar sobre este assunto, peço 
> que o
> faça no Catalisando, na seção Blogs Globo Online, onde deixei hoje uma
> chamada para esta coluna. Aliás, meu obrigado ao Hugo Magliano pela dica
> deste estarrecedor artigo do velho Dvorak.
>
>
>
>
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Ricardo Andere de Mello
Presidente do Quilombo Digital
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