[QD-Filosofia] Re: [PSL-BRasil] (sem assunto)

Ricardo Andere de Mello <[email protected]>
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Gostaria de fazer um comentário.

As informações georeferenciadas ainda representam o que há de mais 
proprietário na ciência da informação. Tive oportunidade com trabalhar 
com este tipo de informação em sistemas de localização de carros via 
satélite.
Opções livres para manipulação dos dados existem e são muito eficientes, 
mas o que falta são os dados livres.
Empresas vendem as informações a peso de ouro, o que torna impraticável 
utilizarmos este conhecimento para desenvolver o Brasil, pois os 
interesses comerciais sempre sobrepujarão as iniciativas mais nobres.
O Metrô, por exemplo, sei que possui há muitos anos informações de 
perfis de pessoas que circulam em todos os pontos da cidade de São 
Paulo. Montou-se este banco de dados para analisar onde deveriam ser 
abertas novas estações, mas notou-se que poderia ser utilizada com 
outros fins. Quanto vale saber que tipo de pessoas passam por uma 
esquina? (classe social, idade) Quanto o Macdonalds pagaria para saber 
isto? Com isto o metrô desenvolveu um "produto" para ser vendido. Eu 
acho engraçado uma empresa que tem .gov no nome do site comercializar 
informação, quando deveria distribuí-la.
Atualmente eu conheço pelo menos três iniciativas relacionadas aos 
agronegócios, inclusive o de uma empresa brasileira ligada ao weather 
channel, que serve a investidores estrangeiros, que através de 
informações geoespaciais analisam o as plantações no país e permitem que 
estes investidores tenham uma estimativa muito precisa do tamanho da 
próxima safra, antes mesmo que os próprios plantadores e o próprio 
governo. (Para quem não sabe, é possivel analisar maturação de 
plantações através de fotos de satélite). Isto permite que eles estejam 
sempre um passo a frente.
Estas informações são estratégicas para o país, e deveria ser dada uma 
importância maior para isto.
O mapeamento das ruas, como de São Paulo, já é uma obrigação natural do 
município, a questão é, porquê não disponibilizar estes dados, uma vez 
que são produto de uma instituição pública, custeada com recursos 
igualmente públicos? A única explicação plausível é que ou eles não 
querem distribuir estes dados, ou eles simplesmente não possuem estes 
dados, o que eu acho duplamente lastimável.

[]s, gandhi

Cesar Cardoso wrote:

> Marcelo Branco, Nazaré, Elaine e quem mais eu esquecer,
>
> o nosso amigo Werner Leyh me pediu pra postar essa mensagem aí embaixo:
>
> -- 
>
> Este sistema de informações georeferenciados pode ser considerado como 
> uma continuação do projeto da cooperação técnica celebrado entre o 
> governo do Rio Grande do Sul e a GTZ/CIM (_www.gtz.de 
> <http://www.gtz.de/>_ ) da Alemanha, na gestão do atual Ministro 
> Olivio Dutra, coordenado pelo Marcelo Branco como Diretor Técnico da 
> “Companhia do Processamento de Dados do Rio Grande do Sul, PROCERGS. O 
> servidor “gaúcho” esta disponível até hoje no portal do governo 
> estatual sem maiores mudancas (_www.rs.gov.br <http://www.rs.gov.br/>_ 
> – veja ¨mapas”).
>
>
> Uma segunda aplicação foi implantada na empresa de Informática da 
> Prefeitura de Campinas sendo coordendado pelo Antônio Albuquerque como 
> Diretor Técnico.
>
>
> A atual versão (_www.geolivre.planejamanto.gov.br/geolivre41/ 
> <http://www.geolivre.planejamanto.gov.br/geolivre41/>_ ) foi elaborada 
> no âmbito do Ministério das Comunicações onde o Antônio assumiu a 
> Coordenação do ¨maior Projeto da Inclusao Digital da América Latina”, 
> GESAC (_www.idbrasil.gov.br <http://www.idbrasil.gov.br/>_ ). O 
> Ministro Miro Texeira destacou várias vezes a importância do projeto 
> Geolivre e reafirmou na transição a importância da sua continuidade.
>
> Sendo assim, o Mapserver ora publicado, se baseia substancialmente nos 
> trabalhos anteriores já mencionados, obviamente, com uma atualização 
> tecnologia, porém, por não ter sido realizado “organicamente” nos 
> Ministérios envolvidos, por motivos variados, não contou com uma 
> equipe para sua elaboração, com web designer , para se tornar 
> amigável, com pobres interfaces e falta de documentação para o usuário 
> final, o que so poderá ser realizado quando incorporado em uma 
> política de informação e informática que sirva aos projetos 
> estratégicos desse governo. Até criarmos essa hegemonia, convido a 
> todos conhecerem as maravilhas da galeria do Mapserver, para que 
> possamos vislumbrar aplicações inovadoras, não somente pelo uso da 
> tecnologia, mas pelo seu conteúdo: de inclusão social e de equidade.
>
> -- 
>
> Pronto, taí! :)
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