Re: [QD-Filosofia] GPL atrapalha?
Gustavo De Nardin <[email protected]> Tue, 05 Jul 2005 12:54:30 -0300
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Alexandre Oliva wrote: > On Jul 2, 2005, Gustavo De Nardin <[email protected]> wrote: >>On 02 Jul 2005 14:42:49 -0300, Alexandre Oliva <[email protected]> wrote: >>>On Jul 2, 2005, Gustavo De Nardin <[email protected]> wrote: >>Sempre licenças compatíveis com a GPL. E sempre com o objetivo de >>promover o software livre (preferencialmente GPL). E blabla. > TeX foi escolhido como a base do sistema de documentação do projeto > GNU, a despeito de sua licença, embora livre, não fosse compatível com > a GNU GPL. Isso foi já no início do projeto. Talvez hoje fosse > diferente. Detalhes. A idéia é: pragmatismo em 1o. lugar, mas que idealmente tudo seja "absolutamente livre" (na definição implementada pela GPL). >>A Glibc é LGPL para permitir que programas proprietários sejam >>escritos para sistemas GNU/*. > > Tecnicamente, isso não seria necessário. Programas proprietários que > não fossem trabalhos derivados da glibc (por exemplo, programas > escritos para uma interface Posix padrão, e meramente compilados > usando headers da glibc) poderiam continuar proprietários, mesmo que a > glibc fosse GPL pura. O que poderia exigir uma mudança no > licenciamento do programa binário proprietário seria a inclusão de > código da libc no binário, como por exemplo ligação estática, macros > ou funções inline definidas nos cabeçalhos, ou código objeto ligado em > todos os executáveis. Na ausência de uma run-time exception como a > que existe nesses objetos, qualquer binário linkado num sistema > GNU/Linux teria seu licenciamento afetado pelos termos da glibc. Sei que não há implicação direta entre "proprietários" e "fechados", mas quando disse "proprietários" impliquei "fechados"/binários-only. Você explicou o que eu disse. Me explicitando: "a Glibc é LGPL para permitir que programas proprietários [e/ou fechados] sejam escritos [e compilados, e distribuídos] para sistemas GNU/*." Espero que assim compile com -Wall. Na minha opinião é abuso do sistema de (c) considerar código binário linkado/inlineado como protegido. É pouco código, gerado automaticamente, e "dinâmico", sob vários aspectos (versão de compilador, SO, CPU, ...). Acho que deveria (e quem sabe até possa :]) ser considerado "fair use", assim como é permitido citar trechos de artigos/textos protegidos por (C). > Creio que o objetivo de a glibc ser LGPL, e não GPL, seja não a > abertura para software proprietário, mas sim para outras licenças de > software livre, compatíveis com a GPL ou não. E aí novamente cai por > terra seu argumento de que a única preocupação da FSF é a GPL. Boa. Mas duvido que seja isso, por pragmatismo, e, que eu lembre fracamente, pela justificativa da (ainda) "Library GPL". Pode ter sido feita LGPL para permitir que substituísse as libcs originais de *nixes antigos, no tempo que o "sistema GNU" ainda não tinha um kernel GPL. >>Mas creio que as FSF/GNU prefeririam que a Glibc fosse GPL, sem >>precisar permitir a existência de programas proprietários >>"sanguessugueando" (oh!) software livre. > > Suponho que o ideal para a FSF seria permitir compatibilidade com > licenças de software livre, excluindo portanto o uso por softwares > proprietário. Poisé. -- (nil) _______________________________________________ Quilombodigital-filosofia mailing list Quilombodigital-filosofia-lWjjnNBg0S7cOli+L/M/[email protected] http://listas.quilombodigital.org/mailman/listinfo/quilombodigital-filosofia