[QD-Filosofia] Fwd: Re: [estudiolivre] Fwd: [lives-video] sobre lessig e patentes

"Joao S. O. Bueno Calligaris" <gwidion-tvbdK68791dfyO9Q7EP/[email protected]> Sat, 3 Sep 2005 03:28:43 -0300
Newsgroups gmane.org.user-groups.quilombo
Organization C.D.S.F.U.
Message-ID <[email protected]>
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=2D---------  Forwarded Message  ----------

Subject: Re: [estudiolivre] Fwd: [lives-video] sobre lessig e patentes
Date: Saturday 03 September 2005 03:24
=46rom: "Joao S. O. Bueno Calligaris" <gwidion-tvbdK68791dfyO9Q7EP/[email protected]>
To: estudiolivre-3hfIC0tI0F+k/[email protected], Jean Habib=20
<jean.habib(at)gmail.com>

Texto em resposta =C3=A0:

http://www.homemediaretailing.com/news/html/breaking_article.cfm?arti
cle_id=3D7953

On Friday 02 September 2005 22:38, Jean Habib wrote:
> alguem pode me explicar melhor essa historia de "secure video
> files" e locked down hardware??
> me pareceu sinistro

N=C3=A3o =C3=A9 s=C3=B3 parecer sinistro. _=C3=89_ sinistro.

Vou tentar explicar bem - s=C3=B3 pe=C3=A7o uma coisa: divuilgue minha
explica=C3=A7=C3=A3o, se achar legal.
(Vou dar uma id=C3=A9ia do que j=C3=A1 acontece antes, e apontar para o que=
 o
cara est=C3=A1 falando mais na parte II)


Bom - tudo isso leva o nome geral de DRM - sigla em inl=C3=AAs para
"Digital Rights Management" - "Gerenciamento Digital de Direitos". O
problema =C3=A9 que esses "direitos", assim como  o 'trusted" (confi=C3=A1v=
el)
que aparece nos nomes dessas tecnologias, n=C3=A3o tem nada a ver com
direitos de quem vai assistir os v=C3=ADdeos, ou mesmo de quem queira
produzir v=C3=ADdeos ou m=C3=BAsicas. S=C3=A3o aos direitos e confian=C3=A7=
a das
mega-corpora=C3=A7=C3=B5es que essas palavaras se referem. A perpetua=C3=A7=
=C3=A3o da
cultura de produ=C3=A7=C3=A3o centralizada "uma pessoa faz para muitas" - c=
om a
ideologia da revolu=C3=A7=C3=A3o ind=C3=BAstrial de tr=C3=AAs s=C3=A9culos =
atr=C3=A1s.

Mas como isso acontece?
Bom - a id=C3=A9ia toda =C3=A9 evitar a assim chamada "pirataria".

PARTE I: DRM nos dias e DVDs atuais:

Ent=C3=A3o, num primeiro est=C3=A1gio, o que j=C3=A1 est=C3=A1 presente, te=
mos a DRM
presente nos DVDs atuais. S=C3=A3o duas tecnologias de prote=C3=A7=C3=A0o c=
ontra
c=C3=B3pia que j=C3=A1 existem em todos os DVDs. Ali=C3=A1s, 3. Primeiro =
=C3=A9 o
"macrovision". tente copiar um trecho de DVD para videocassete (vamos
supor que voc=C3=AA queira gravar uma cena de 20 segundos de um filme que
augou para comentar numa aula ou palestra - algo perfeitamente
_legal_ sob a legisla=C3=A7=C3=A0o de qualquer pa=C3=ADs - isso seria uma c=
ita=C3=A7=C3=A3o).
O macrovision =C3=A9 uma codifica=C3=A7=C3=A3o habilitada na sa=C3=ADda do =
reprodutor de
DVD que _estraga_ o sinal de v=C3=ADdeo. Ele faz o brilho daimagem variar
entre os frames de uma imagem. As TVs como tem um sistema de
compensa=C3=A7=C3=A0o lento (e as TVs atuais que s=C3=A3o feitas para colca=
borar com
o macrovision), pegam a m=C3=A9dia desse brilho, e passam o filme de um
jeito que fica ass=C3=ADstivel (mas com qualidade bastante piorada). A
"jogada" =C3=A9 que o videocassete, como =C3=A9 mais preciso (e os
videocassetes modernos que foram feitos para colaborar com o
macrovision) tentam gravar essas varia=C3=A7=C3=B2es de brilho, "arrumando"=
 o
sinal de forma que quando for reproduzido, as varia=C3=A7=C3=B5es sejam
percept=C3=ADveis na TV. Ou seja - a grava=C3=A7=C3=A3o fica intrag=C3=A1ve=
l. Agora a
parte legal: macrovision n=C3=A3o 'eo nome do sistema de prote=C3=A7=C3=A3o=
, mas da
empresa que vende o sistema de prote=C3=A7=C3=A3o. O que isso significa?
Significa que sua produtora de v=C3=ADdeo _paga_ a empresa macrovison para
poder usar esse sistema que deteriora a imagem. Ou seja: voc=C3=AA paga
mais caro para assistir o filme com uma imagem pior. E n=C3=A3o pode
fazeruma c=C3=B3pia do mesmo, nem pra rem=C3=A9dio, nem se for dentro da lei
(ent=C3=A3o s=C3=B3 com essa prote=C3=A7=C3=A3o, as empresas de conte=C3=BA=
do j=C3=A1 passam por
cima das leis existentes).

N=C3=A3o contentes com isso, h=C3=A1 uma forma de prote=C3=A7=C3=A3o dos ar=
quivos
 digitais em si: Eles s=C3=A3o criptografados com chaves sigilosas, e s=C3=
=B3
"fabricantes of=C3=ADciais" de DVDs, ou drivers (os programas n=C3=A3o os
dispositvos f=C3=ADsicos - "drives") de reprodu=C3=A7=C3=A0o de DVD recebem=
 do
cons=C3=B3rcio que determinou o formato de DVD  as chaves que permitem a
decodifica=C3=A7=C3=A3o desses arquivos. O que isso significa? Que se voc=
=C3=AA
quiser fazer um leitor de DVD com c=C3=B3digo livre - ou mesmo
simplesmetne com "fonte aberta" - isso =C3=A9, c=C3=B3digo que pode ser vis=
to
por todas as pessoas, ou mesmoq u queria simplesemtne fazer um
porgrama independente para ler DVDs, voc=C3=AA n=C3=A3o pode. N=C3=A3o pode=
 porque
n=C3=A3o tem o c=C3=B3digo secreto. E em muitos pa=C3=ADses, mesmo que voc=
=C3=AA obtenha
o c=C3=B3diog secreto para poder ler DVD's, =C3=A9 ilegal ter esse c=C3=B3d=
igo (no
Brasil inclusive). Por que ilegal? Por que essa =C3=A9o  outro front que o
artigo original cita: al=C3=A9md e fechgar oi cerco do lado tecn=C3=B3logic=
o,
as mega-corpora=C3=A7=C3=B2es fecham o cerco do lado legal: elas fizeram ap=
rvar
legisla=C3=A7=C3=A0o nos Estados Unidos, e em v=C3=A1rios pa=C3=ADses( incl=
uindo Canada,
Jap=C3=A3o e Brasil) que torna ilegal contornar um dispositvo tecnol=C3=B3g=
ico
de prote=C3=A7=C3=A3o contra c=C3=B3pia. O qu e isso significa? Que teorica=
mente =C3=A9
ilegal assistir um filme que voc=C3=AA comrpu com seu dinehiro, num drive
que de DVD que voc=C3=AA comprou com seu dinheiro usando um sistema
operacional que n=C3=A3o seja o Windows ou o Mac OS X.  N=C3=B3s s=C3=B3 co=
nseguimos
assisti-los por que um hacker, conhecido por DVD Jon quebrou esse
c=C3=B3digo secreto h=C3=A1 alguns anos atr=C3=A1s e o difundiu pela intern=
et. Mesmo
assim, por quest=C3=B5es legais, a maioria das distribui=C3=A7=C3=B5es GNU/=
Linx n=C3=A3o
pode incluir entre seus programas o c=C3=B3digo necess=C3=A1rio para assist=
ir
DVD's.


A "terceira prote=C3=A7=C3=A3o" n=C3=A3o =C3=A9 necessariamente uma prote=
=C3=A7=C3=A3o contra
c=C3=B3pias, mas as nossas velhas amigas  "=C3=A1reas" de DVD - um simples =
byte
que diz e que pa=C3=ADs (teoricamente) um disco de v=C3=ADdeo pode ser
reproduzido e em que pa=C3=ADses n=C3=A3o pode. A hist=C3=B3ria oficial des=
sa
"prote=C3=A7=C3=A0o" =C3=A9 permitir que as distrbuidoras tenham cotnrole s=
obre os
"ciclos de vida" de seus filmes, evitando que um filme seja importado
em DVD em um pa=C3=ADs em que ainda est=C3=A1 sendo exibido nos cinemas. N=
=C3=A3o
estou escrevendo, para ficar conciso, as implica=C3=A7=C3=B5es l=C3=B3gicas=
 e morais
de decis=C3=B5es como essas - mas a t=C3=ADtulod e exemplo, tente imaginar =
que
eu escrevesse um livro, mas que proibisse as pessoas que moram na
Austr=C3=A1lia de lerem esse livro - mesmo que elas tenham importado o
livro do Brasil, antes de lan=C3=A7a-lo l=C3=A1 - SE =C3=8B que eu v=C3=A1 =
fazer algum
lan=C3=A7amento na Austr=C3=A1lia algum dia. Com DVDs acontece EXATAMENTE I=
SSO!
=2D Um DVD editado na Europa n=C3=A3o pode ser assistido (oficialmente) no
Brasil, mesmo que ele nunca seja p=C3=BAblicado no Brasil!

PARTE II, DRM do futuro:


Bom, agora que passamos a parte boazinha da coisa, vamos descer ao
nosso futuro. O que acontece? Apesar de todas as preucau=C3=A7=C3=B5es acim=
a,
se eu quiser eu fa=C3=A7o uma c=C3=B3pia de um DVD. Os mesmos mecanismos qu=
e me
permitem le-lo a partir do software livre me permitem fazer c=C3=B3pias do
mesmo. Ent=C3=A3o, os executivos das megacorpora=C3=A7=C3=B5es investiram e=
 est=C3=A3o
invstindo bastante dinheiro na pr=C3=B3xima gera=C3=A7=C3=A3od e equipament=
os e
padr=C3=B5es de =C3=A1udio e v=C3=ADdeo para que isso n=C3=A3o seja mais po=
ss=C3=ADvel.

E bastante dinheiro significa que eles podem pagar caras tecnicamente
habilidosos (n=C3=A3o d=C3=A1 para usar a palavra "bom" para um cara desses)
para evitar que qualquer =C3=A1udio ou v=C3=ADdeo ou texto, ou qualquer out=
ra
m=C3=ADdia, seja reproduzido sem autoriza=C3=A7=C3=A3o expl=C3=ADcita do de=
tentor dos
direitos autorais. (N=C3=A3o do autor - nesse mundo, de forma nada
ir=C3=B4nica, o autor nunca =C3=A9 do detentor dos "direitos autorais". Na
melhor das hip=C3=B3teses ele =C3=A9 o detentor e passou a mega-copora=C3=
=A7=C3=A3o que o
produz os diretos de explora=C3=A7=C3=A3o da obra por 10 anos)

Bom...as tecnologias que v=C3=A3o tornar o v=C3=ADdeo "seguro" (insisto: se=
guro
para a produtora, n=C3=A3o para quem assiste.) est=C3=A3o sendo colocadas no
mundo aos poucos - uma barra de cada vez.

Elas foram apresentadas pela primeira vez em conjunto ao p=C3=BAblico me
geral quando a Microsoft an=C3=BAnciou o esquema do que seria o pr=C3=B3ximo
windows. Isso foi em 2003, ou 2002. O conjunto de tecnologias para o
"locked down hardware" (Hardware trancado) na =C3=A9poca foi apresentado
com o nome de Palladium (procure no google por palladium, ainda devem
existir alguns artigos por a=C3=AD). Basicamente =C3=A9 um esquema que
envolveria todos os componentes envolvidos na reprodu=C3=A7=C3=A3o de um fi=
lme
(ou =C3=A1udio, um texto, ou execu=C3=A7=C3=A3o de um programa...vou usar f=
ilme como
exemplo), de forma que sometne o uso autorizado desse filme possa ser
feito - por exemplo, ele s=C3=B3 possa ser asssitido. QUlauqer modifica=C3=
=A7=C3=A3o
na cadeia de componentes que pudesse permitir que o v=C3=ADdeo fosse
guarado para ser visto posteriormente, ou redublado, ou copiado,
estragaria uma das pe=C3=A7as do sistema "palladium", e o filme n=C3=A3o
poderia ser assistido.

Ent=C3=A3o, os componentes t=C3=ADpicos seriam: o HD do computador (ou DVD =
de
alta capacidade),
a CPU do computador, o Sistema Operacional, o programa reprodutor de
v=C3=ADdeo, o monitor do computador e as caixas de som. Isso =C3=A9, se
qualuqer um desses componentes n=C3=A3o for autorizado pelo detentor dos
direitos autorais do filme, ele n=C3=A3o poderia ser assistido. E se voc=C3=
=AA
pegasse o sinal de v=C3=ADdeo que sai do computador, duplicasse o mesmo,
mandando uma c=C3=B3pia para o monitor autorizado, e outra para um sistema
de grava=C3=A7=C3=A3o? - Nos monitores autorizados, mesmo os dados que pass=
am
entre o computador e o monitor v=C3=A3o criptografados. O programa
reprodutor de v=C3=ADdeo s=C3=B3 roda se tiver uma assinatura digital
autorizada do fabricante - se o programa for alterado (para por
exemplo, gravar uma vers=C3=A3o descriptografada do v=C3=ADdeo no HD em vez=
 de
manda-lo para o monitor), ele n=C3=A3o roda. E para garantir que essa
prote=C3=A7=C3=A3o seria inviol=C3=A1vel por software, at=C3=A9 a CPU teria=
 c=C3=B3digos de
assinatura dos fabricnates. S e a assinatura n=C3=A3o estiver l=C3=A1, o
sistema operacional n=C3=A3o roda - ou se rodar,n=C3=A3opermitir=C3=A1 queo=
 os
aruqivos de m=C3=ADdia espcial rodem.

Atualmente, o nome palladium n=C3=A3o est=C3=A1 mais sendo usado. Por um te=
mpo,
a micrsoft simplesmetne chamou o esquema todo de "Next Generation
Windows Security Bl=C3=A1bl=C3=A1bl=C3=A1". Hoje ela n=C3=A3o fala mais nel=
e. Ou melhor,
fala do jeito que o departamento de markting fala. Eles nunca v=C3=A3o
dizer que para ver um v=C3=ADdeo de alta-definic=C3=80o voc=C3=AA ter=C3=A1=
 que comprar
um computador espcxial, com um monitor especial e com ciaxas de som
especiais - e que o que todos esses compoentnes tem de especial =C3=A9 que
voc=C3=AA n=C3=A3o ter=C3=A1 nenhuma chance de usar o conte=C3=BAdode qualq=
uer outra
forma que n=C3=A3o seja a determinada pelo fabricante. O que eles falam =C3=
=A9
que esse sistema n=C3=A3o permite que v=C3=ADrus e programas n=C3=A3o autor=
izados
rodem no seu computador (o que n=C3=A3o =C3=A9 verdade - isso s=C3=B3 imped=
e os
v=C3=ADrus e programas n=C3=A3o autorizados de mexerem nas partes "seguras"=
 que
s=C3=A3o a reprodu=C3=A7=C3=A3o pe=C3=A7as de m=C3=ADdia protegidas)

Uma a uma, essas tecnologias est=C3=A3o sendo silenciosamente colocadas no
mercado. A =C3=BAltima gera=C3=A7=C3=A3o de CPU's Pentium j=C3=A1 implement=
a a parte
relativa a CPU para esse esquema funcionar.
A Intel come=C3=A7ouuma campanahde marketing de sua tecnologia para home
v=C3=ADdeo "VIIV", por exemplo. O Marketing para esses produtos que v=C3=A3o
tirar todo o controle das m=C3=A3os do consumidor ser=C3=A1 avassalador. "T=
odo"
o controle? N=C3=A3o! Como j=C3=A1 citei, eles est=C3=A0o gastando bastante=
 dinheiro
nisso - e pagando pessoas habilidosas em todos os campos. E entre
elas, existem pessoas cm um desconfiometro - elas sabem que se
suprimirem todos os direitos que as pessoas tem sorbe as obras, isso
seria patente demais e as afetaria negativamente. O Marketing vai ser
avassalador. Ent=C3=A3o eles v=C3=A3o ser "bonzinhos" e permitir que voc=C3=
=AA fa=C3=A7a
aparentemente bastante coisa. Eles podem permitir que voc=C3=AA grave
alguns minutos de seu "Ultra-HighDefinition DVD"ou qualquer nome que
tenha o DVD da pr=C3=B3xima gera=C3=A7=C3=A3o.

Eles v=C3=A3o permitir que voc=C3=AA assista o seu DVD sem que tenha um mon=
itor
"apropriado"  - s=C3=B3 que o v=C3=ADdeo vai passar com qualidade inferior.=
 O
Marketing vai fazer parecer que um problema tecnol=C3=B3gico do seu
monitor atual. Na verdade, a defini=C3=A7=C3=A3o do v=C3=ADdeo seria exatam=
ente a
mesma no monitor "apropriado" e no monitor normal - mas mandando um
sinal de v=C3=ADdeo para um monitor normal, haveir a a chance de voc=C3=AA
garavr esse sinal de v=C3=ADdeo em outro aparelho.

Isso =C3=A9 controle absoluto sobre a m=C3=ADdia - esse "parecer bonzinho".=
 Na
pr=C3=A1tica, poder=C3=A3o vender livros e filmes que poder=C3=A3o ser lido=
s ou
assistidos um n=C3=BAmero limitado de vezes - esse sistema permite isso.

Eu at=C3=A9 acredito que sempre vai ser poss=C3=ADvel para alg=C3=BAem criar
 conte=C3=BAdo com qualidade m=C3=A1xima para esses equipamentos de forma
 independente. Ou seja: voc=C3=AA poder=C3=A1 produzir um v=C3=ADdeo para d=
istribuir
 livremente pela Internet que n=C3=A3o tenha as restri=C3=A7=C3=B5es impost=
as. O que
 os caras v=C3=A3o querer tirar do mercado, e com isso, o pre=C3=A7o vai su=
bir,
 =C3=A9 o computador como n=C3=B3s conhecmos hoje. Uma ferramenta que permi=
te
 rodar qualquer programa e tratar qualquer tipod e dado digital. Onde
 voc=C3=AA pode escrever seus pr=C3=B3prios programas....isso vai sumir. Os
computadores v=C3=A3o migrar aos poucos para maquininhas de consumo
digital, onde n=C3=B3s n=C3=A3o conseguimos colocar programas nosso para ro=
dar
(ou onde isso fica cada vez mais dif=C3=ADcil). E isso j=C3=A1 est=C3=A1 ac=
otencendo
=2D veja celulares, PDA's, tocadores de MP# e mesmo aparelhos de DVD. O
que vai acontecer? O computador que deixa rodar programas
"gen=C3=A9ricos" (segundo os vendores), como um sistem aoperacinal n=C3=A3o
assiando pelo fabricante vai ter cada vez menos demanda (Devido ao
marketing dos outros produtos), e ai, seu pre=C3=A7o vai subir. Ent=C3=A0o,=
s e
hoje, com R$2000,00 voc=C3=AA compra uma m=C3=A1quina, onde p=C3=B5e Linux,
Cinelerra, Audacity, GIMP, Blender, e come=C3=A7a a produzir, umam=C3=A1qui=
an
que possa fazer o equivalente em alguns anos poder=C3=A1 custar 3 u 4
vezes esse pre=C3=A7o, talvez mais.

Esse =C3=A9 o futuro de onde nos aproximamos cada vez mais r=C3=A1pido -e  =
=C3=A9
disso que o autor do artigo original estava falando.

    Jo=C3=A3o S. O. Bueno Calligaris
    03/09/2005

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