[QD-Filosofia] [OT?] Sobre TV Digital - SBTVD [Fwd: e-Fórum n º 67 - Entidades questionam rumos do SBTVD]
Fábio Emilio Costa <hogwartslinux-/E1597aS9LRfJ/[email protected]> Sat, 01 Oct 2005 17:43:21 -0300
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.quilombo |
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| Message-ID | <[email protected]> |
This is a multi-part message in MIME format. --------------010100070803050608030306 Content-Type: text/plain; charset=windows-1252 Content-Transfer-Encoding: quoted-printable -----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE----- Hash: SHA1 Amigos Quilombolas: Achei esse texto interessante, e, embora n=E3o sei se isso =E9 on ou off-topic dentro do Quilombo, achei interessante repassar (o email original ser=E1 "podado" parcialmente, encaminhando o trecho relevante, por economia de banda e de tempo de leitura... se algu=E9m quiser o completo, me avise para poder repassar por inteiro). Minha opini=E3o antes do texto: Morar perto de Santa Rita do Sapuca=ED e ter professores no meu curso vindos de l=E1 me d=E1 algumas vantagens, como acesso a informa=E7=F5es "privilegiadas" (por exemplo, saber do FIC Conectado 15 dias antes gra=E7as a uma visita t=E9cnica da faculdade). Uma delas =E9 relacionada = ao SBTVD. Uma coisa =E9 que o Inatel vem coordenando pesquisas avan=E7adas sobre a mescla dos melhores pontos dos v=E1rios padr=F5es de HDTV j=E1 divulgados= , mantendo o m=E1ximo poss=EDvel das tecnologias originais mas ao mesmo tempo permitindo que o Brasil possa produzir e/ou integrar o m=E1ximo poss=EDvel dessa tecnologia. Alguns de meus professores (inclusive um que est=E1 "se exportanto" para a Cor=E9ia do Sul - atualmente trabalha na Samsung em Manaus, mas o destino dele =E9 Seul) tem comentado "coisas" sobre o que vem acontecendo no Vale da Eletr=F4nica (um poss=EDvel "Silicon Valley" brasileiro?) e, no meu entender, as coisas est=E3o bem adiantadas, com o MCT "anterior" Concordo com o que o texto diz sobre a combina=E7=E3o dos elementos: todo= s os padr=F5es citados foram criados para condi=E7=F5es espec=EDficas de ca= da regi=E3o e possuem elementos que podem ser =FAteis para a forma=E7=E3o de= um sistema completo. Al=E9m disso, o uso de set-top boxes baratas poderia ser uma alternativa interessante para a inclus=E3o digital (para o pessoal mais atento ao SL, isso n=E3o representaria um risco ao SL pois o SL roda em muitos processadores que s=E3o usados nas set-top boxes: Xcale, Geode, Cell, ARM...). N=E3o precisamos de um sistema que permita que os "filhinhos de papai" joguem Counter-Strike via TV (se isso acontecer, OK, mas n=E3o deve ser o foco). Para isso existem Lan-Houses e PCs com Internet de banda larga. Um bom sistema de TVD pode ser uma solu=E7=E3o incr=EDvel para EaD= (e o Brasil =E9 craque nisso, tendo um dos melhores sistemas de Alfabetiza=E7=E3o e Educa=E7=E3o Supletiva gra=E7as a EaD - Telecurso 200= 0) e para divulga=E7=E3o de cultura interativa (com tudo que a Globo pode ter de ruim, "Voc=EA Decide" pode ser considerado presciente). Acordos com empresas estrangeiras n=E3o s=E3o ruins. Ver a FIC do Brasil em Santa Rita do Sapuca=ED me deu essa vis=E3o. Podem n=E3o ter produzido uma coisa 100% OK no meu entender com o FIC Conectado (para que Windows CE? Al=E9m de bugs, virus e c=F3digo ruim, um neg=F3cio mutilado?= ), mas pode ser algo realmente interessante se voc=EA entender que as pe=E7a= s podem ser de fora (incluindo o software), mas a jun=E7=E3o de tudo, o projeto (e n=E3o apenas a execu=E7=E3o) =E9 brazuca. - -------- Mensagem Original -------- Assunto: e-F=F3rum n=BA 67 - Entidades questionam rumos do SBTVD Data: Fri, 30 Sep 2005 19:48:08 -0300 De: FNDC <[email protected]> Reply-To: fndc-brasil-owner-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected] Empresa: F=F3rum Nacional pela Democratica=E7=E3o da Comunica=E7=E3o Para: FNDC Brasil <fndc-brasil-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]> *e-F=F3rum * 67 ***** - -----------------------------------------------------------------------= - Boletim de Divulga=E7=E3o do F=F3rum Nacional pela Democratiza=E7=E3o da Comunica=E7=E3o =96 n=BA 67 =96 30/9 a 6/10/2005 - -----------------------------------------------------------------------= - <OT - original me pe=E7am> **Entidades questionam rumos do SBTVD** Uma carta aberta ao Congresso Nacional, =E0 Presid=EAncia da Rep=FAblica = e =E0 sociedade brasileira foi apresentada a parlamentares e ao ministro H=E9lio Costa, dia 27/9, durante audi=EAncia p=FAblica da Comiss=E3o de Educa=E7=E3o do Senado, em Bras=EDlia. O documento =96 reproduzido na =ED= ntegra a seguir =96 foi assinado pelo //F=F3rum Nacional pela Democratiza=E7=E3o= da Comunica=E7=E3o// (FNDC), //Articula=E7=E3o Nacional pelo Direito =E0 Comunica=E7=E3o// (CRIS-Brasil), //Congresso Brasileiro de Cinema// (CBC)= , //Campanha quem financia a Baixaria =E9 Contra a Cidadania// e //Associa=E7=E3o Brasileira de Canais Comunit=E1rios(ABCCOM)//. As entida= des alertam o Pa=EDs para a import=E2ncia estrat=E9gica da introdu=E7=E3o da tecnologia digital na comunica=E7=E3o eletr=F4nica e questionam os rumos = do debate nacional em torno do //Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD)//, criado pelo governo federal destinado a constituir o modelo de refer=EAncia para a transi=E7=E3o que deve definir o cen=E1rio da comunica=E7=E3o social nas pr=F3ximas d=E9cadas. *TV digital: um debate que precisa de audi=EAncia* *Carta aberta ao Congresso Nacional, =E0 Presid=EAncia da Rep=FAblica e =E0 sociedade brasileira * A TV est=E1 passando por uma grande transforma=E7=E3o. H=E1 grandes investimentos em pesquisas para promover a migra=E7=E3o do padr=E3o anal=F3gico para o digital. Isso implicar=E1 mudan=E7as profundas neste q= ue j=E1 se consolidou como o meio de comunica=E7=E3o mais influente das noss= as sociedades. Nas poucas reportagens em que aborda o tema, a m=EDdia brasileira trata desta mudan=E7a de maneira limitada, como se ela representasse apenas uma melhoria da qualidade da imagem (a chamada alta defini=E7=E3o). A mesma imprensa tamb=E9m procura reduzir o tema a u= ma escolha entre tr=EAs padr=F5es j=E1 existentes: o norte-americano (ATSC),= o europeu (DVB) e o japon=EAs (ISDB) =96 o que, na realidade, oculta o debate pol=EDtico em torno desta mudan=E7a. A chegada da TV digital =E9 muito mais do que a escolha de um dos padr=F5es j=E1 implementados no mundo: =E9 um debate que precisa ser acompanhado de perto pela sociedade brasileira, pois se as decis=F5es tomadas num futuro pr=F3ximo produzir=E3o forte impacto no modo como assistimos televis=E3o e nas formas de sociabilidade mediadas pelas tecnologias, podem tamb=E9m alterar o cen=E1rio de concentra=E7=E3o dos m= eios, contribuir para as pol=EDticas de inclus=E3o digital e permitir uma apropria=E7=E3o do p=FAblico sobre o privado. Portanto, o debate sobre a TV digital deve se tornar efetivamente p=FAblico imediatamente, sob o risco de todos n=F3s, cidad=E3os e cidad=E3= s do Brasil, desperdi=E7armos uma rara oportunidade de caminharmos rumo =E0 democratiza=E7=E3o das comunica=E7=F5es e, conseq=FCentemente, do pa=EDs. *A falsa pol=EAmica entre importar um padr=E3o e desenvolver um sistema nacional* O debate sobre o desenvolvimento da TV digital no Brasil tem sido reduzido a duas possibilidades extremas: ou se importa o sistema completo (padr=E3o japon=EAs, europeu ou norte-americano), ou se produz tudo localmente. Na verdade, as pesquisas em andamento no pa=EDs revelam que o sistema brasileiro ideal deveria reunir elementos j=E1 "consagrados=94 em outros pa=EDses e outros que precisam ser desenvolvido= s nacionalmente. N=E3o h=E1 interesse em inventar a roda. Se todos os sistemas usam, por exemplo, um padr=E3o de multiplexa=E7=E3o de v=EDdeo (processo de jun=E7=E3= o de diferentes sinais de v=EDdeo em um s=F3 feixe de transporte), n=E3o h=E1 necessidade de criar algo espec=EDfico para o pa=EDs. Por outro lado, mesmo que escolhamos um sistema j=E1 existente, ser=E1 necess=E1rio fazer adapta=E7=F5es para a realidade brasileira (por exemplo, quanto =E0 recep= =E7=E3o do sinal, dada a nossa topografia espec=EDfica). Considerando que um sistema seria uma =93colagem=94 de diversas tecnologias usadas para diferentes finalidades =96 antenas inteligentes, som, modula=E7=E3o e codifica=E7=E3o do sinal, set top box (aquela caixin= ha acoplada que j=E1 usamos para a TV paga), softwares, entre outras coisas =96 podemos concluir que a quest=E3o central neste debate n=E3o est=E1 en= tre importar um padr=E3o ou desenvolver um padr=E3o exclusivo brasileiro, mas em encontrar o melhor sistema para o pa=EDs. As perguntas que devemos fazer s=E3o: //quais s=E3o as vantagens de produzir nacionalmente elementos do sistema de TV digital a ser adotado no Brasil? Por que os empres=E1rios do setor defendem a simples ado=E7=E3o de um =93padr=E3o=94= j=E1 existente? Por que o governo hesita diante deste debate? Por que a sociedade n=E3o est=E1 sendo envolvida neste processo?// Em primeiro lugar, a produ=E7=E3o local tem o objetivo de fortalecer a pesquisa brasileira (estimulando nossas universidades e centros de pesquisa e gerando empregos qualificados), diminuir nossa depend=EAncia externa de produtos de alta tecnologia e criar uma ind=FAstria nacional, iniciativas fundamentais para que o pa=EDs n=E3o perpetue sua depend=EAnc= ia tecnol=F3gica e industrial em rela=E7=E3o aos pa=EDses desenvolvidos. Em segundo lugar, somente um modelo desenvolvido a partir das realidades do pa=EDs pode responder ao desafio de ser um instrumento que impulsione nosso desenvolvimento social, cultural, pol=EDtico e econ=F4mico. Basta dizer, neste caso, que uma TV digital brasileira pode ser um importante instrumento de inclus=E3o digital, o que n=E3o =E9 uma necessidade para um pa=EDs como os Estados Unidos, cujo padr=E3o prioriza a alta defini=E7=E3o ao inv=E9s da interatividade. No Brasil, menos de 20= % da popula=E7=E3o usa computador e Internet em casa, mas mais de 90% t=EAm TV. E a TV digital permite que a TV seja interativa. Sendo assim, por que n=E3o usar esta TV interativa para fazer inclus=E3o digital? Tal exemplo =E9 um dos que evidenciam a necessidade de desenvolvermos uma tecnologia nacional. *Interatividade a servi=E7o da sociedade* As =93maravilhas=94 da TV digital apresentadas pela imprensa s=E3o novida= des vinculadas =E0 cria=E7=E3o de servi=E7os comerciais, como venda interativ= a, jogos, consultas personalizadas (previs=E3o do tempo, resultado de jogos), pay-per-view, etc. Ou seja, novidades que certamente incrementariam os lucros dos detentores das emissoras de televis=E3o. A TV digital, entretanto, pode cumprir um importante papel na afirma=E7=E3o da cidadania. Com o uso da interatividade, por exemplo, a TV pode disponibilizar nas casas dos brasileiros servi=E7os interativos de educa=E7=E3o (que respondem =E0s demandas espec=EDficas de cada usu=E1rio= ), de governo eletr=F4nico (declara=E7=E3o de imposto de renda, pagamento de taxas, extrato de fundo de garantia, boletim escolar dos filhos, etc.), uso de correio eletr=F4nico (cada brasileiro com uma conta de e-mail) e, no limite, acesso =E0 toda a Internet. Outro grande impacto da TV digital que deve ser urgentemente discutido pela sociedade =E9 a possibilidade de inser=E7=E3o de mais canais de TV, = a chamada multi-programa=E7=E3o. No mesmo espa=E7o onde hoje se transmite u= m =FAnico canal, a TV digital permite a recep=E7=E3o de quatro novas programa=E7=F5es (desde que n=E3o seja adotada a alta defini=E7=E3o). Se levarmos em conta que a TV digital ir=E1 ocupar (ao final do per=EDodo de transi=E7=E3o) o espa=E7o que vai do canal 7 do VHF ao 69 do UHF, veremos que se torna perfeitamente poss=EDvel a amplia=E7=E3o dos emissores de programa=E7=E3o e, assim, a amplia=E7=E3o significativa dos produtores de conte=FAdo televisivo. Assim, al=E9m dos operadores privados e estatais, tamb=E9m sindicatos, associa=E7=F5es, ONGs, movimentos sociais e emissoras geridas coletivamente poderiam ter seus canais. Mas o interesse do empresariado de comunica=E7=E3o evidentemente n=E3o =E9 discutir a possibilidade de outros sujeitos ocuparem novos canais em um espa=E7o que historicamente foi monopolizado por ele. As associa=E7=F5= es que o representa possuem um forte lobby junto aos poderes da Uni=E3o (Executivo, Legislativo e Judici=E1rio), que dificulta quaisquer mudan=E7as que apontem para uma maior democratiza=E7=E3o da radiodifus=E3= o. Em rela=E7=E3o =E0 TV digital, os empres=E1rios t=EAm demonstrado grande resist=EAncia em aceitar o desenvolvimento de tecnologia nacional. Primeiro, porque, ao inv=E9s de uma pol=EDtica industrial brasileira, ele= s preferem fazer acordos comerciais com as multinacionais que representam os sistemas j=E1 existentes (Sony, Phillips, Nokia, Siemens, Motorola, etc). Segundo, porque preferem usar o potencial da TV digital para a cria=E7=E3o de servi=E7os comerciais e n=E3o para governo eletr=F4nico ou educa=E7=E3o =E0 dist=E2ncia, por exemplo. Terceiro, porq= ue temem que servi=E7os interativos possam atrair para a TV digital as empresas de telecomunica=E7=F5es, que, em geral, s=E3o estrangeiras e possuem muito mais recursos financeiros do que as emissoras de televis=E3o do Brasil. Por fim, as emissoras querem reproduzir com a TV digital o atual cen=E1rio de concentra=E7=E3o e negar a possibilidade de participa=E7=E3o= de novos atores neste espa=E7o. A defesa da alta defini=E7=E3o, propagandead= a para os modelos norte-americano e japon=EAs, mais do que uma estrat=E9gia comercial para atrair o consumidor pela melhoria da qualidade da imagem, significa impedir o surgimento de novas programa=E7=F5es e, portanto, de novos =93concorrentes=94, sejam eles p=FAblicos ou privados. *Helio Costa: representante dos interesses privados?* O governo FHC previa a escolha entre os tr=EAs sistemas existentes. No governo Lula, o debate avan=E7ou para a possibilidade de se criar um Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Ainda em 2003, foi criado um f=F3rum governamental (Grupo Gestor) para definir as pol=EDticas da TV digital, assessorado por um Conselho Consultivo com representantes da sociedade civil. Em paralelo, o governo divulgou 22 editais de pesquisa para que cons=F3rcios formados por universidades, centros de pesquisa e empresas pudessem desenvolver as pe=E7as que, juntas, formariam o SBTVD. Apesar destes avan=E7os que apontavam para o desenvolvimento de tecnologia nacional para um SBTVD, o atual ministro das Comunica=E7=F5es, Helio Costa (PMDB-MG), ignorou todo este ac=FAmulo e anunciou que o desenvolvimento de uma pesquisa nacional era secund=E1rio diante da necessidade de se come=E7ar logo as transmiss=F5es digitais, praticamente descartando quaisquer mudan=E7as no cen=E1rio atual. Mais recentemente, as a=E7=F5es do ministro revelam a n=EDtida inten=E7=E3= o de considerar exclusivamente os interesses dos empres=E1rios detentores das concess=F5es p=FAblicas, fazendo da TV Digital instrumento de amplia=E7=E3= o do potencial comercial destas emissoras =96 e nada mais. Tal pr=E1tica pode ser comprovada pelo profundo desrespeito aos processos em andamento, tanto em rela=E7=E3o ao Conselho Consultivo quanto em rela=E7=E3o aos cons=F3rcios de pesquisa: em reuni=F5es realizadas nas =FAltimas semanas, por exemplo, H=E9lio Costa tem anunciado que j=E1 negociou com o Minist=E9rio da Fazenda a isen=E7=E3o de impostos para a importa=E7=E3o d= e equipamentos. Segundo tem declarado publicamente, o ministro defende que os parceiros fundamentais nas decis=F5es sobre o SBTVD s=E3o as redes de televis=E3o e, por isso, =E9 delas que devem partir as diretrizes para a digitaliza=E7=E3o da televis=E3o brasileira. Ou seja, ao inv=E9s de def= ender os interesses do pa=EDs, H=E9lio Costa atua como um t=EDpico representant= e de interesses particulares, aproveitando-se do momento pol=EDtico conturbado para cristalizar um modelo que, fosse o debate sobre a digitaliza=E7=E3o transparente e democr=E1tico, seguiria outro rumo. Ainda que n=E3o seja o =FAnico interessado no tema da TV digital no interior do governo Lula, a opini=E3o do ministro dever=E1 ser considerad= a nas decis=F5es pol=EDticas a serem tomadas em breve pelo governo. =C9 importante lembrar que, ao todo, foram previstos R$ 80 milh=F5es para o desenvolvimento do SBTVD. Destes, somente R$ 38 milh=F5es foram liberad= os. Mesmo com poucos recursos, os pesquisadores j=E1 demonstraram que a intelig=EAncia nacional =E9 perfeitamente capaz de construir um sistema bastante complexo e satisfat=F3rio do ponto de vista t=E9cnico. Por isso, n=E3o =E9 poss=EDvel tolerar argumentos vindos do pr=F3prio governo que defendem que o pa=EDs n=E3o possui condi=E7=F5es de desenvolver o SBTVD. *Sociedade civil pela democracia nas comunica=E7=F5es* Diante da postura do titular da pasta das Comunica=E7=F5es, que coloca em xeque o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital, =E9 preciso reafirmar com convic=E7=E3o que somente um sistema desenvolvido nacionalmente ser=E1 capaz de dar respostas satisfat=F3rias =E0s necessidades do pa=EDs. Mais do que desenvolver um sistema, por=E9m, =E9 fundamental que as decis=F5es sobre a TV digital =96 que s=E3o pol=EDtica= s, n=E3o t=E9cnicas =96 sejam fruto de um amplo debate p=FAblico, n=E3o excl= usivo do Executivo federal e dos empres=E1rios do setor. Para que o interesse p=FAblico prevale=E7a, a sociedade civil deve, com urg=EAncia, se tornar protagonista dos debates que envolvem a TV digital, tanto pela valoriza=E7=E3o do Comit=EA Consultivo como pela introdu=E7=E3o de mecanismos que possibilitem a participa=E7=E3o da socie= dade civil nas principais decis=F5es relativas =E0 digitaliza=E7=E3o da televi= s=E3o brasileira. Ao mesmo tempo, =E9 preciso garantir transpar=EAncia nos processos decis=F3rios do governo federal para que os lobbies empresariais n=E3o sejam os =FAnicos a exercerem influ=EAncia sobre aquel= es que t=EAm o poder de decidir sobre os rumos do SBTVD. Sem transpar=EAncia= , n=E3o h=E1 como fazer prevalecer o interesse p=FAblico. Por isso =96 e por acreditar que a TV digital =E9 uma grande chance para que o pa=EDs caminhe rumo =E0 democratiza=E7=E3o das comunica=E7=F5es, al= =E9m de uma oportunidade de elevar para um patamar pol=EDtico o debate sobre o direito humano =E0 comunica=E7=E3o no Brasil =96 convocamos toda a socied= ade a se engajar na luta para que o pa=EDs fa=E7a uma op=E7=E3o por um sistema = de televis=E3o digital nacional, que atenda aos reais interesses da Na=E7=E3= o. 23 de setembro de 2005 <OT> ** <http://webthes.senado.gov.br/bin/gate.exe?f=3Dtocn&p_toc=3Dtocn&p_doc=3D= recordn&p_d=3DSILN&p_op_all=3DE&p_SortBy1=3DDINV&p_Ascend1=3Dno&p_SortBy2= =3DSASS&p_Ascend2=3Dno&p_lang=3Denglish&expr=3DALL&p_s_ALL=3D%40DOCN+E+Co= missoes%5bNV01%5d+E+Permanentes%5bNV02%5d+E+CCJ%5bNV03%5d+E+Pautas%5bNV04= %5d&p_search=3Dsearch&a_search=3DENTRA&p_L=3D10#> /e-F=F3rum =E9 uma publica=E7=E3o semanal do F=F3rum Nacional pela Democr= atiza=E7=E3o da Comunica=E7=E3o (FNDC) com apoio da Funda=E7=E3o Ford. Edi=E7=E3o: Jam= es G=F6rgen =A4 Reportagem: Ana Rita Marini =A4 Estagi=E1ria: Ester Scotti. Participe do e-F=F3rum enviando sugest=F5es de pautas, informes, cr=EDticas e eventos = para a agenda. Escreva para //[email protected]/ <mailto:[email protected]>/ ou visite //www.fndc.org.br/ <http://www.fndc.org.br>. /Contatos pelo telefone (51) 3328-1922 r.223/ /Inscreva-se para receber o e-F=F3rum e o Clipping FNDC enviando um e-mai= l em branco para //fndc-brasil-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]/ <mailto:fndc-brasil-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]> /Participe da lista nacional de discuss=E3o do FNDC enviando um e-mail em branco para //fndc-debates-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]/ <mailto:fndc-brasil-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]> - -- Obrigado! Fabio Emilio Costa Borda da Mata - MG - Brazil ICQ #:173799674 hogwartslinux-/E1597aS9LRfJ/[email protected] Nick:SamWeasley Jabber: SamWeasley-/[email protected] MSN: [email protected] Yahoo! Messenger:hufflepuff0305 Linux User #328087(counter.li.org) Orkut Profile: www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3D16619557238254357700 Blog: www.livejournal.com/users/fabiocosta "Copie. Seja Legal. N=E3o seja trouxa! Use Software Livre!" - -=3D-=3D- ... Se sonhar um pouco =E9 perigoso, a solu=E7=E3o n=E3o =E9 sonhar menos= e sim sonhar mais (Marcel Proust) * Usando Mozilla Thunderbird 1.0 - http://www.mozilla.org/thunderbird -----BEGIN PGP SIGNATURE----- Version: GnuPG v1.4.1 (MingW32) Comment: Using GnuPG with Thunderbird - http://enigmail.mozdev.org iD8DBQFDPvTnUfTz4jSwcAIRAtN6AKDzR4eOhfpCZTzIePZLKrv5ZD6R3QCfSQww oSp30FvKwOVrvybxvS59Nio=3D =3DNPZd -----END PGP SIGNATURE----- --------------010100070803050608030306 Content-Type: text/plain; name="file:///C|/WINDOWS/TEMP/nsmail.txt" Content-Disposition: inline; filename="file:///C|/WINDOWS/TEMP/nsmail.txt" Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Essa mensagem est=E1 livre de v=EDrus Checked by AVG Anti-Virus. 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