[QD-Filosofia] [OT?] Sobre TV Digital - SBTVD [Fwd: e-Fórum n º 67 - Entidades questionam rumos do SBTVD]

Fábio Emilio Costa <hogwartslinux-/E1597aS9LRfJ/[email protected]> Sat, 01 Oct 2005 17:43:21 -0300
Newsgroups gmane.org.user-groups.quilombo
Message-ID <[email protected]>
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--------------010100070803050608030306
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Content-Transfer-Encoding: quoted-printable

-----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE-----
Hash: SHA1

Amigos Quilombolas:

Achei esse texto interessante, e, embora n=E3o sei  se isso =E9 on ou
off-topic dentro do Quilombo, achei interessante repassar (o email
original ser=E1 "podado" parcialmente, encaminhando o trecho relevante,
por economia de banda e de tempo de leitura... se algu=E9m quiser o
completo, me avise para poder repassar por inteiro).

Minha opini=E3o antes do texto:

Morar perto de Santa Rita do Sapuca=ED e ter professores no meu curso
vindos de l=E1 me d=E1 algumas vantagens, como acesso a informa=E7=F5es
"privilegiadas" (por exemplo, saber do FIC Conectado 15 dias antes
gra=E7as a uma visita t=E9cnica da faculdade). Uma delas =E9 relacionada =
ao
SBTVD.

Uma coisa =E9 que o Inatel vem coordenando pesquisas avan=E7adas sobre a
mescla dos melhores pontos dos v=E1rios padr=F5es de HDTV j=E1 divulgados=
,
mantendo o m=E1ximo poss=EDvel das tecnologias originais mas ao mesmo
tempo permitindo que o Brasil possa produzir e/ou integrar o m=E1ximo
poss=EDvel dessa tecnologia.

Alguns de meus professores (inclusive um que est=E1 "se exportanto" para
a Cor=E9ia do Sul - atualmente trabalha na Samsung em Manaus, mas o
destino dele =E9 Seul) tem comentado "coisas" sobre o que vem
acontecendo no Vale da Eletr=F4nica (um poss=EDvel "Silicon Valley"
brasileiro?) e, no meu entender, as coisas est=E3o bem adiantadas, com o
MCT "anterior"

Concordo com o que o texto diz sobre a combina=E7=E3o dos elementos: todo=
s
os padr=F5es citados foram criados para condi=E7=F5es espec=EDficas de ca=
da
regi=E3o e possuem elementos que podem ser =FAteis para a forma=E7=E3o de=
 um
sistema completo. Al=E9m disso, o uso de set-top boxes baratas poderia
ser uma alternativa interessante para a inclus=E3o digital (para o
pessoal mais atento ao SL, isso n=E3o representaria um risco ao SL pois
o SL roda em muitos processadores que s=E3o usados nas set-top boxes:
Xcale, Geode, Cell, ARM...).

N=E3o precisamos de um sistema que permita que os "filhinhos de papai"
joguem Counter-Strike via TV (se isso acontecer, OK, mas n=E3o deve ser
o foco). Para isso existem Lan-Houses e PCs com Internet de banda
larga. Um bom sistema de TVD pode ser uma solu=E7=E3o incr=EDvel para EaD=
 (e
o Brasil =E9 craque nisso, tendo um dos melhores sistemas de
Alfabetiza=E7=E3o e Educa=E7=E3o Supletiva gra=E7as a EaD - Telecurso 200=
0) e
para divulga=E7=E3o de cultura interativa (com tudo que a Globo pode ter
de ruim, "Voc=EA Decide" pode ser considerado presciente).

Acordos com empresas estrangeiras n=E3o s=E3o ruins. Ver a FIC do Brasil
em Santa Rita do Sapuca=ED me deu essa vis=E3o. Podem n=E3o ter produzido
uma coisa 100% OK no meu entender com o FIC Conectado (para que
Windows CE? Al=E9m de bugs, virus e c=F3digo ruim, um neg=F3cio mutilado?=
),
mas pode ser algo realmente interessante se voc=EA entender que as pe=E7a=
s
podem ser de fora (incluindo o software), mas a jun=E7=E3o de tudo, o
projeto (e n=E3o apenas a execu=E7=E3o) =E9 brazuca.

- -------- Mensagem Original --------
Assunto: 	e-F=F3rum n=BA 67 - Entidades questionam rumos do SBTVD
Data: 	Fri, 30 Sep 2005 19:48:08 -0300
De: 	FNDC <[email protected]>
Reply-To: 	fndc-brasil-owner-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]
Empresa: 	F=F3rum Nacional pela Democratica=E7=E3o da Comunica=E7=E3o
Para: 	FNDC Brasil <fndc-brasil-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]>



*e-F=F3rum * 67                           *****
- -----------------------------------------------------------------------=
-
Boletim de Divulga=E7=E3o do F=F3rum Nacional pela Democratiza=E7=E3o da
Comunica=E7=E3o =96 n=BA 67 =96 30/9 a 6/10/2005
- -----------------------------------------------------------------------=
-

<OT - original me pe=E7am>

**Entidades questionam rumos do SBTVD**

Uma carta aberta ao Congresso Nacional, =E0 Presid=EAncia da Rep=FAblica =
e =E0
sociedade brasileira foi apresentada a parlamentares e ao ministro
H=E9lio Costa, dia 27/9, durante audi=EAncia p=FAblica da Comiss=E3o de
Educa=E7=E3o do Senado, em Bras=EDlia. O documento =96 reproduzido na =ED=
ntegra
a seguir =96 foi assinado pelo //F=F3rum Nacional pela Democratiza=E7=E3o=
 da
Comunica=E7=E3o// (FNDC), //Articula=E7=E3o Nacional pelo Direito =E0
Comunica=E7=E3o// (CRIS-Brasil), //Congresso Brasileiro de Cinema// (CBC)=
,
//Campanha quem financia a Baixaria =E9 Contra a Cidadania// e
//Associa=E7=E3o Brasileira de Canais Comunit=E1rios(ABCCOM)//. As entida=
des
alertam o Pa=EDs para a import=E2ncia estrat=E9gica da introdu=E7=E3o da
tecnologia digital na comunica=E7=E3o eletr=F4nica e questionam os rumos =
do
debate nacional em torno do //Sistema Brasileiro de TV Digital
(SBTVD)//, criado pelo governo federal destinado a constituir o modelo
de refer=EAncia para a transi=E7=E3o que deve definir o cen=E1rio da
comunica=E7=E3o social nas pr=F3ximas d=E9cadas.

*TV digital: um debate que precisa de audi=EAncia*

*Carta aberta ao Congresso Nacional, =E0 Presid=EAncia da Rep=FAblica e =E0
sociedade brasileira *

A TV est=E1 passando por uma grande transforma=E7=E3o. H=E1 grandes
investimentos em pesquisas para promover a migra=E7=E3o do padr=E3o
anal=F3gico para o digital. Isso implicar=E1 mudan=E7as profundas neste q=
ue
j=E1 se consolidou como o meio de comunica=E7=E3o mais influente das noss=
as
sociedades. Nas poucas reportagens em que aborda o tema, a m=EDdia
brasileira trata desta mudan=E7a de maneira limitada, como se ela
representasse apenas uma melhoria da qualidade da imagem (a chamada
alta defini=E7=E3o). A mesma imprensa tamb=E9m procura reduzir o tema a u=
ma
escolha entre tr=EAs padr=F5es j=E1 existentes: o norte-americano (ATSC),=
 o
europeu (DVB) e o japon=EAs (ISDB) =96 o que, na realidade, oculta o
debate pol=EDtico em torno desta mudan=E7a.

A chegada da TV digital =E9 muito mais do que a escolha de um dos
padr=F5es j=E1 implementados no mundo: =E9 um debate que precisa ser
acompanhado de perto pela sociedade brasileira, pois se as decis=F5es
tomadas num futuro pr=F3ximo produzir=E3o forte impacto no modo como
assistimos televis=E3o e nas formas de sociabilidade mediadas pelas
tecnologias, podem tamb=E9m alterar o cen=E1rio de concentra=E7=E3o dos m=
eios,
contribuir para as pol=EDticas de inclus=E3o digital e permitir uma
apropria=E7=E3o do p=FAblico sobre o privado.

Portanto, o debate sobre a TV digital deve se tornar efetivamente
p=FAblico imediatamente, sob o risco de todos n=F3s, cidad=E3os e cidad=E3=
s do
Brasil, desperdi=E7armos uma rara oportunidade de caminharmos rumo =E0
democratiza=E7=E3o das comunica=E7=F5es e, conseq=FCentemente, do pa=EDs.

*A falsa pol=EAmica entre importar um padr=E3o e desenvolver um sistema
nacional*

O debate sobre o desenvolvimento da TV digital no Brasil tem sido
reduzido a duas possibilidades extremas: ou se importa o sistema
completo (padr=E3o japon=EAs, europeu ou norte-americano), ou se produz
tudo localmente. Na verdade, as pesquisas em andamento no pa=EDs revelam
que o sistema brasileiro ideal deveria reunir elementos j=E1
"consagrados=94 em outros pa=EDses e outros que precisam ser desenvolvido=
s
nacionalmente.

N=E3o h=E1 interesse em inventar a roda. Se todos os sistemas usam, por
exemplo, um padr=E3o de multiplexa=E7=E3o de v=EDdeo (processo de jun=E7=E3=
o de
diferentes sinais de v=EDdeo em um s=F3 feixe de transporte), n=E3o h=E1
necessidade de criar algo espec=EDfico para o pa=EDs. Por outro lado,
mesmo que escolhamos um sistema j=E1 existente, ser=E1 necess=E1rio fazer
adapta=E7=F5es para a realidade brasileira (por exemplo, quanto =E0 recep=
=E7=E3o
do sinal, dada a nossa topografia espec=EDfica).

Considerando que um sistema seria uma =93colagem=94 de diversas
tecnologias usadas para diferentes finalidades =96 antenas inteligentes,
som, modula=E7=E3o e codifica=E7=E3o do sinal, set top box (aquela caixin=
ha
acoplada que j=E1 usamos para a TV paga), softwares, entre outras coisas
=96 podemos concluir que a quest=E3o central neste debate n=E3o est=E1 en=
tre
importar um padr=E3o ou desenvolver um padr=E3o exclusivo brasileiro, mas
em encontrar o melhor sistema para o pa=EDs. As perguntas que devemos
fazer s=E3o: //quais s=E3o as vantagens de produzir nacionalmente
elementos do sistema de TV digital a ser adotado no Brasil? Por que os
empres=E1rios do setor defendem a simples ado=E7=E3o de um =93padr=E3o=94=
 j=E1
existente? Por que o governo hesita diante deste debate? Por que a
sociedade n=E3o est=E1 sendo envolvida neste processo?//

Em primeiro lugar, a produ=E7=E3o local tem o objetivo de fortalecer a
pesquisa brasileira (estimulando nossas universidades e centros de
pesquisa e gerando empregos qualificados), diminuir nossa depend=EAncia
externa de produtos de alta tecnologia e criar uma ind=FAstria nacional,
iniciativas fundamentais para que o pa=EDs n=E3o perpetue sua depend=EAnc=
ia
tecnol=F3gica e industrial em rela=E7=E3o aos pa=EDses desenvolvidos. Em
segundo lugar, somente um modelo desenvolvido a partir das realidades
do pa=EDs pode responder ao desafio de ser um instrumento que impulsione
nosso desenvolvimento social, cultural, pol=EDtico e econ=F4mico. Basta
dizer, neste caso, que uma TV digital brasileira pode ser um
importante instrumento de inclus=E3o digital, o que n=E3o =E9 uma
necessidade para um pa=EDs como os Estados Unidos, cujo padr=E3o prioriza
a alta defini=E7=E3o ao inv=E9s da interatividade. No Brasil, menos de 20=
%
da popula=E7=E3o usa computador e Internet em casa, mas mais de 90% t=EAm
TV. E a TV digital permite que a TV seja interativa. Sendo assim, por
que n=E3o usar esta TV interativa para fazer inclus=E3o digital? Tal
exemplo =E9 um dos que evidenciam a necessidade de desenvolvermos uma
tecnologia nacional.

*Interatividade a servi=E7o da sociedade*

As =93maravilhas=94 da TV digital apresentadas pela imprensa s=E3o novida=
des
vinculadas =E0 cria=E7=E3o de servi=E7os comerciais, como venda interativ=
a,
jogos, consultas personalizadas (previs=E3o do tempo, resultado de
jogos), pay-per-view, etc. Ou seja, novidades que certamente
incrementariam os lucros dos detentores das emissoras de televis=E3o. A
TV digital, entretanto, pode cumprir um importante papel na afirma=E7=E3o
da cidadania. Com o uso da interatividade, por exemplo, a TV pode
disponibilizar nas casas dos brasileiros servi=E7os interativos de
educa=E7=E3o (que respondem =E0s demandas espec=EDficas de cada usu=E1rio=
), de
governo eletr=F4nico (declara=E7=E3o de imposto de renda, pagamento de
taxas, extrato de fundo de garantia, boletim escolar dos filhos,
etc.), uso de correio eletr=F4nico (cada brasileiro com uma conta de
e-mail) e, no limite, acesso =E0 toda a Internet.

Outro grande impacto da TV digital que deve ser urgentemente discutido
pela sociedade =E9 a possibilidade de inser=E7=E3o de mais canais de TV, =
a
chamada multi-programa=E7=E3o. No mesmo espa=E7o onde hoje se transmite u=
m
=FAnico canal, a TV digital permite a recep=E7=E3o de quatro novas
programa=E7=F5es (desde que n=E3o seja adotada a alta defini=E7=E3o). Se
levarmos em conta que a TV digital ir=E1 ocupar (ao final do per=EDodo de
transi=E7=E3o) o espa=E7o que vai do canal 7 do VHF ao 69 do UHF, veremos
que se torna perfeitamente poss=EDvel a amplia=E7=E3o dos emissores de
programa=E7=E3o e, assim, a amplia=E7=E3o significativa dos produtores de
conte=FAdo televisivo.

Assim, al=E9m dos operadores privados e estatais, tamb=E9m sindicatos,
associa=E7=F5es, ONGs, movimentos sociais e emissoras geridas
coletivamente poderiam ter seus canais.

Mas o interesse do empresariado de comunica=E7=E3o evidentemente n=E3o =E9
discutir a possibilidade de outros sujeitos ocuparem novos canais em
um espa=E7o que historicamente foi monopolizado por ele. As associa=E7=F5=
es
que o representa possuem um forte lobby junto aos poderes da Uni=E3o
(Executivo, Legislativo e Judici=E1rio), que dificulta quaisquer
mudan=E7as que apontem para uma maior democratiza=E7=E3o da radiodifus=E3=
o. Em
rela=E7=E3o =E0 TV digital, os empres=E1rios t=EAm demonstrado grande
resist=EAncia em aceitar o desenvolvimento de tecnologia nacional.
Primeiro, porque, ao inv=E9s de uma pol=EDtica industrial brasileira, ele=
s
preferem fazer acordos comerciais com as multinacionais que
representam os sistemas j=E1 existentes (Sony, Phillips, Nokia, Siemens,
Motorola, etc). Segundo, porque preferem usar o potencial da TV
digital para a cria=E7=E3o de servi=E7os comerciais e n=E3o para governo
eletr=F4nico ou educa=E7=E3o =E0 dist=E2ncia, por exemplo. Terceiro, porq=
ue
temem que servi=E7os interativos possam atrair para a TV digital as
empresas de telecomunica=E7=F5es, que, em geral, s=E3o estrangeiras e
possuem muito mais recursos financeiros do que as emissoras de
televis=E3o do Brasil.

Por fim, as emissoras querem reproduzir com a TV digital o atual
cen=E1rio de concentra=E7=E3o e negar a possibilidade de participa=E7=E3o=
 de
novos atores neste espa=E7o. A defesa da alta defini=E7=E3o, propagandead=
a
para os modelos norte-americano e japon=EAs, mais do que uma estrat=E9gia
comercial para atrair o consumidor pela melhoria da qualidade da
imagem, significa impedir o surgimento de novas programa=E7=F5es e,
portanto, de novos =93concorrentes=94, sejam eles p=FAblicos ou privados.

*Helio Costa: representante dos interesses privados?*

O governo FHC previa a escolha entre os tr=EAs sistemas existentes. No
governo Lula, o debate avan=E7ou para a possibilidade de se criar um
Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Ainda em 2003, foi criado um
f=F3rum governamental (Grupo Gestor) para definir as pol=EDticas da TV
digital, assessorado por um Conselho Consultivo com representantes da
sociedade civil. Em paralelo, o governo divulgou 22 editais de
pesquisa para que cons=F3rcios formados por universidades, centros de
pesquisa e empresas pudessem desenvolver as pe=E7as que, juntas,
formariam o SBTVD.

Apesar destes avan=E7os que apontavam para o desenvolvimento de
tecnologia nacional para um SBTVD, o atual ministro das Comunica=E7=F5es,
Helio Costa (PMDB-MG), ignorou todo este ac=FAmulo e anunciou que o
desenvolvimento de uma pesquisa nacional era secund=E1rio diante da
necessidade de se come=E7ar logo as transmiss=F5es digitais, praticamente
descartando quaisquer mudan=E7as no cen=E1rio atual.

Mais recentemente, as a=E7=F5es do ministro revelam a n=EDtida inten=E7=E3=
o de
considerar exclusivamente os interesses dos empres=E1rios detentores das
concess=F5es p=FAblicas, fazendo da TV Digital instrumento de amplia=E7=E3=
o do
potencial comercial destas emissoras =96 e nada mais. Tal pr=E1tica pode
ser comprovada pelo profundo desrespeito aos processos em andamento,
tanto em rela=E7=E3o ao Conselho Consultivo quanto em rela=E7=E3o aos
cons=F3rcios de pesquisa: em reuni=F5es realizadas nas =FAltimas semanas,
por exemplo, H=E9lio Costa tem anunciado que j=E1 negociou com o
Minist=E9rio da Fazenda a isen=E7=E3o de impostos para a importa=E7=E3o d=
e
equipamentos. Segundo tem declarado publicamente, o ministro defende
que os parceiros fundamentais nas decis=F5es sobre o SBTVD s=E3o as redes
de televis=E3o e, por isso, =E9 delas que devem partir as diretrizes para
a digitaliza=E7=E3o da televis=E3o brasileira. Ou seja, ao inv=E9s de def=
ender
os interesses do pa=EDs, H=E9lio Costa atua como um t=EDpico representant=
e
de interesses particulares, aproveitando-se do momento pol=EDtico
conturbado para cristalizar um modelo que, fosse o debate sobre a
digitaliza=E7=E3o transparente e democr=E1tico, seguiria outro rumo.

Ainda que n=E3o seja o =FAnico interessado no tema da TV digital no
interior do governo Lula, a opini=E3o do ministro dever=E1 ser considerad=
a
nas decis=F5es pol=EDticas a serem tomadas em breve pelo governo.
=C9 importante lembrar que, ao todo, foram previstos R$ 80 milh=F5es para
o desenvolvimento do SBTVD. Destes, somente R$ 38 milh=F5es foram liberad=
os.

Mesmo com poucos recursos, os pesquisadores j=E1 demonstraram que a
intelig=EAncia nacional =E9 perfeitamente capaz de construir um sistema
bastante complexo e satisfat=F3rio do ponto de vista t=E9cnico. Por isso,
n=E3o =E9 poss=EDvel tolerar argumentos vindos do pr=F3prio governo que
defendem que o pa=EDs n=E3o possui condi=E7=F5es de desenvolver o SBTVD.

*Sociedade civil pela democracia nas comunica=E7=F5es*

Diante da postura do titular da pasta das Comunica=E7=F5es, que coloca em
xeque o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital, =E9 preciso
reafirmar com convic=E7=E3o que somente um sistema desenvolvido
nacionalmente ser=E1 capaz de dar respostas satisfat=F3rias =E0s
necessidades do pa=EDs. Mais do que desenvolver um sistema, por=E9m, =E9
fundamental que as decis=F5es sobre a TV digital =96 que s=E3o pol=EDtica=
s,
n=E3o t=E9cnicas =96 sejam fruto de um amplo debate p=FAblico, n=E3o excl=
usivo
do Executivo federal e dos empres=E1rios do setor.

Para que o interesse p=FAblico prevale=E7a, a sociedade civil deve, com
urg=EAncia, se tornar protagonista dos debates que envolvem a TV
digital, tanto pela valoriza=E7=E3o do Comit=EA Consultivo como pela
introdu=E7=E3o de mecanismos que possibilitem a participa=E7=E3o da socie=
dade
civil nas principais decis=F5es relativas =E0 digitaliza=E7=E3o da televi=
s=E3o
brasileira. Ao mesmo tempo, =E9 preciso garantir transpar=EAncia nos
processos decis=F3rios do governo federal para que os lobbies
empresariais n=E3o sejam os =FAnicos a exercerem influ=EAncia sobre aquel=
es
que t=EAm o poder de decidir sobre os rumos do SBTVD. Sem transpar=EAncia=
,
n=E3o h=E1 como fazer prevalecer o interesse p=FAblico.

Por isso =96 e por acreditar que a TV digital =E9 uma grande chance para
que o pa=EDs caminhe rumo =E0 democratiza=E7=E3o das comunica=E7=F5es, al=
=E9m de uma
oportunidade de elevar para um patamar pol=EDtico o debate sobre o
direito humano =E0 comunica=E7=E3o no Brasil =96 convocamos toda a socied=
ade a
se engajar na luta para que o pa=EDs fa=E7a uma op=E7=E3o por um sistema =
de
televis=E3o digital nacional, que atenda aos reais interesses da Na=E7=E3=
o.

23 de setembro de 2005

<OT>

**
<http://webthes.senado.gov.br/bin/gate.exe?f=3Dtocn&p_toc=3Dtocn&p_doc=3D=
recordn&p_d=3DSILN&p_op_all=3DE&p_SortBy1=3DDINV&p_Ascend1=3Dno&p_SortBy2=
=3DSASS&p_Ascend2=3Dno&p_lang=3Denglish&expr=3DALL&p_s_ALL=3D%40DOCN+E+Co=
missoes%5bNV01%5d+E+Permanentes%5bNV02%5d+E+CCJ%5bNV03%5d+E+Pautas%5bNV04=
%5d&p_search=3Dsearch&a_search=3DENTRA&p_L=3D10#>
/e-F=F3rum =E9 uma publica=E7=E3o semanal do F=F3rum Nacional pela Democr=
atiza=E7=E3o
da Comunica=E7=E3o (FNDC) com apoio da Funda=E7=E3o Ford. Edi=E7=E3o: Jam=
es G=F6rgen =A4
Reportagem: Ana Rita Marini =A4 Estagi=E1ria: Ester Scotti. Participe do
e-F=F3rum enviando sugest=F5es de pautas, informes, cr=EDticas e eventos =
para
a agenda. Escreva para //[email protected]/
<mailto:[email protected]>/ ou visite //www.fndc.org.br/
<http://www.fndc.org.br>. /Contatos pelo telefone (51) 3328-1922 r.223/
/Inscreva-se para receber o e-F=F3rum e o Clipping FNDC enviando um e-mai=
l
em branco para //fndc-brasil-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]/
<mailto:fndc-brasil-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]>
/Participe da lista nacional de discuss=E3o do FNDC enviando um e-mail em
branco para //fndc-debates-subscribe-EYaqaC9dFX8MqA7zqLjoiV/I71DsQ//[email protected]/
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Fabio Emilio Costa   Borda da Mata - MG - Brazil       ICQ #:173799674
hogwartslinux-/E1597aS9LRfJ/[email protected]                             Nick:SamWeasley
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... Se sonhar um pouco =E9 perigoso, a solu=E7=E3o n=E3o =E9 sonhar menos=
 e sim
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