Usinagem Aeroespacial

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Multifuso Logo.JPG TENDÊNCIAS DA USINAGEM AEROESPACIAL

 

Fonte: O Mundo da Usinagem – 03/12/2008

 

A usinagem de componentes destinados ao segmento aeroespacial cresce no
país. Com a presença cada vez mais forte da Embraer no mercado mundial e o
desenvolvimento mesmo que tímido de veículos lançadores e pequenos satélites
por parte do governo, o Brasil se consolida em um mercado que deve
movimentar em 2008, de acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, mais
de US$ 35 bilhões.

 

Trata-se de um setor cujos produtos apresentam altíssimo valor agregado.
Para se ter idéia, o valor médio para o quilo de produtos finais do setor
agrícola é de R$ 0,30; para automóveis R$ 10,00; R$ 100,00 para eletrônicos;
R$ 1.000,00 para aviões e R$ 50.000,00 para satélites, segundo dados da
Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab). E o setor
aeroespacial ainda convive com uma grande tendência, a de trabalhar com
materiais cada vez mais leves e mais resistentes a tensões, tais como ligas
especiais de titânio, fibras de carbono e vidro, waspaloy, inconel, entre
outros produtos compostos.

Reduzir o peso dos materiais significa também um menor consumo de
combustível, amortizando impactos ambientais e custos diante das variações
no preço do petróleo. Um Boeing 747, por exemplo, consome por volta de 150
mil litros de combustível em uma viagem de 10 horas, e se levarmos em conta
que no mundo mais de 85 mil aviões comerciais decolam todos os dias,
diminuir o consumo de combustível é cada vez mais uma questão estratégica.

 

Desafios à usinagem

Quando o assunto é usinagem aeroespacial, diversas particularidades devem
ser levadas em conta. A usinagem de fibras de carbono e vidro, por exemplo,
se distingue pela emissão de pó no lugar de cavacos.

Nestes casos, também é imprescindível atentar para os ângulos da ferramenta,
caso contrário o material pode sofrer lascamento gerando, conseqüentemente,
um retrabalho. As fibras de carbono e vidro também são extremamente finas,
com espessuras que vão de 3mm a 5mm.

O titânio, por sua vez, demanda uma refrigeração mais abundante devido à sua
abrasão. As ligas desse material, além de apresentarem cavacos abrasivos,
caracterizam-se também por uma dureza muito alta. Mas é impossível desprezar
a importância destas ligas para o segmento aeroespacial. Estima-se que o
titânio representará 15% do peso das aeronaves no futuro.

Já os materiais como waspaloy e inconel demandam uma adequação dos
parâmetros de corte para evitar o desgaste prematuro das ferramentas e, como
são ligas resistentes ao calor, também é necessário ter atenção ao processo
de refrigeração.

 

Novos métodos

O desgaste das ferramentas, principalmente o do tipo entalhe, é
conseqüentemente maior na usinagem aeroespacial devido à resistência destes
materiais. Por este motivo, são utilizadas ferramentas com pastilhas
redondas, que possibilitam uma maior remoção de material, com melhor
aproveitamento de arestas e melhor dissipação do calor.

 

 

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