Re: [QD-Filosofia] Excelência vs liberdade
Ricardo Andere de Mello <[email protected]>
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.quilombo |
|---|---|
| Message-ID | <[email protected]> |
bom, se você leu a resposta do klaus no link que você mesmo deu (http://www.dbdebunk.com/page/page/806810.htm) saberia que o klaus mexe com smalltalk e bancos de dados há muitos anos. A equipe dele fez o sistema de billing da sky e de outras grandes empresas. Ele entende de banco de dados e de OO, o que não acontece do outro lado, que só entende de BD... as respostas do fabian Pascal me pareceram puramente evasivas, ele não deu uma só resposta decente, e a verdade é que ele nem mesmo testou o prevayler! E porquê? Porquê ele não sabe programar em OO!!! Tudo que ele se resumiu a dizer é que o Klaus não entendia a essência dos BDs, mas tudo que eu digo é que ele entende, e o prevayler quebra justamente este paradigma. O que o pessoal não se toca é que a programação mudou. Não dá para se fazer mais um programa 3D todo em assembly. Novas técnicas existem e há um novo jeito de se enxergar as coisas, é como a revirovolta no renascentismo, onde começamos a enxergar a perspectiva. Bom, eu e outros amigos do klaus também achamos que o tipo de propaganda que ele fez é cagada, o prevayler não é banco de dados, mas acho que ele quis gerar conflito justamente para chamar a atenção, caso contrário isto passaria despercebido. Tirando isto, como eu disse, eu conheço três pessoas que trabalharam *anos* com bancos de dados e com OO, e elas também dizem que o prevayler é legal. Todas as pessoas que dizem que o prevayler não é legal ou não trabalharam nas duas áreas ou simplesmente nem trabalharam. E ao invés de falar com as palavras dos outros, porquê você não começa a falar com as suas próprias? Estou aqui falando com conhecimento de causa, eu usei o software. Você deve mexer bastante com banco de dados, e OO? já testou o prevayler? Este Fabian Pascal nunca vai entender a prevalência, assim como um cara com 20 anos de programação estruturada C, perl ou qualquer outra tranqueira nunca entende os conceitos OO. É pura resistência a novos conceitos, eu sei, pois eu já tive isto. Eu sempre falava: "Ah... mas eu faço igual em C...", até o dia em que percebi que nunca tinha reusado nada de verdade além de um putpixel. Quando este modelo *teórico* de transrelacional do Fabian virar prático a gente conversa... bom, e acho que se você está tendo esta discussão na PSL-PR não tem muito sentido continuar nesta lista, mas o meu conselho é o seguinte, trabalhe por alguns meses do lado de caras que usam pra valer OO e você vai perceber a diferença. []s, gandhi Leandro Guimaraens Faria Corsetti Dutra wrote: > Só um detalhe, legal discutirmos o caso específico mas queria >mais provocar um debate genérico, a questão específica estou debatendo >na lista do PSL-PR. > > >Em Wed, 02 Feb 2005 12:55:02 -0200, Ricardo Andere de Mello escreveu: > > > >>O Klaus é o cara de OO que eu mais respeito no país >> >> > > O problema é que modo geral o povo de OO não entende nem dados >em geral, nem o modelo relacional em particular... acha que SQL é >relacional, e atribui ao modelo relacional todas as deficiências tanto >do SQL quanto de suas implementações. > > Ou seja, o Klaus pode ser bom em OO, mas não entende de >dados. Vide, por exemplo, >http://www.dbdebunk.com/page/page/806810.htm. > > > > >>É claro que existe hype envolvido na propaganda do prevayler, mas eu >>já fiz coisa no prevayler, e sei que a prevalência tem o seu uso >>essencial dentro de OO. >> >> > > Qual? > > Falando sério, eu recomendaria que você lesse o Terceiro >Manifesto -- tem um resumo em linha em >http://www.thethirdmanifesto.com/ e em >http://dmoz.org./Computers/Software/Databases/Relational/. > > Para resumir, OO não se deve aplicar a dados, mas estritamente >a programação. Aplicar OO a dados é contraproducente. > > > > >>Não adianta comparar com Mysql, que é bobagem, eles não servem ao >>mesmo fim. >> >> > > O MySQL é um péssimo exemplo, uma implementação inferior de um >padrão equivocado (o próprio SQL). > > > > >>Do mesmo modo que acho bobagem o hype do prevayler de comparar com >>velocidade de Oracle, mas eles tomaram esta decisão para que fosse >>mais fácil os *leigos* se aproximarem >> >> > > A emenda saiu pior que o soneto... isso é desonestidade >intelectual e mesmo comercial, e joga suspeita sobre todo o esforço. > > > > >>pois o fato é que se o conceito de OO já é difícil >>de absorver, imagem prevalência... >> >> > > Como o Date sempre argumenta, OO é confuso, principalmente no >que se refere a dados. Prevalência é pior ainda... > > > > >>Eu conheço contando nos dedos quantas pessoas relamente usam design >>patterns. >> >> > > E o que isso tem a ver com dados? > > > > >>O principal conceito envolvido no prevayler não é a velocidade (como é >>propagandeado). mas justamente o fato de você lidar com objetos de >>verdade. >> >> > > Justamente a crítica do Date. OO em dados é contraproducente, >porque os conceitos são ambíguos e redundantes. > > Classe == domínio, é o que se pode dizer. O resto é só confa. > > > > >>O fato de não usar SQL é justamente o ponto positivo. >> >> > > O SQL é um desastre, mas fora esforços ainda incipientes >(dbAppBuilder Rel) ou sistema proprietários (Alphora Dataphor) é o que >temos que mais se aproxima do modelo relacional. > > Com Rel ou Dataphor, você pode manter os dados sãos e ainda >acessá-los convenientemente de uma linguagem OO. Coloque os dados em >um BDOO ou outra coisa do gênero, e lá se vão todos os benefícios do >modelo relacional, sem ganhar nada em troca. > > > > >>O prevayler é ideal para situações onde o seu banco cabe na memória >>e você precisa fazer buscas complicadíssimas, que tomariam SQLs >>difíceis de serem feitos. Além disto, por lidar com OO, permite >>fácil manutenção, correção de bugs, testes, etc... >> >> > > Eu me pergunto que tipo de dados você já lidou... em OO é >muito mais difícil manipular dados fora do programa. Se você tem >certeza de que os dados nunca precisarão de outro caminho de acesso, >tudo bem OO -- se não, é tiro no pé. > > > > >>O que quero finalmente dizer é o seguinte, escuto muito programador >>dizer que não acha nada demais em OO. Eu digo que estas pessoas >>ainda não programaram o suficiente em OO e não "captaram" o >>pulo-do-gato. Eu mesmo demorei 2 anos programando em OO, forçado por >>meus amigos, para ver a "luz" (programei dez anos em C). E mesmo >>depois de outros três anos, sei que ainda engatinho na área. >> >> > > Complexidade não é qualidade. A elegância do modelo >relacional fala por si mesma. > > Mas por favor, não vamos estender muito esta discussão aqui, >apesar de interessantíssima e útil acho que faltam até leituras em >comum -- como o Terceiro Manifesto ou mesmo o livro-texto do Date -- >para fundamentá-la. Publiquei nessa lista mais como um exemplo de uma >tendência geral que me preocupa. > > > > >------------------------------------------------------------------------ > >_______________________________________________ >Quilombodigital-filosofia mailing list >Quilombodigital-filosofia-lWjjnNBg0S7cOli+L/M/[email protected] >http://listas.quilombodigital.org/mailman/listinfo/quilombodigital-filosofia > > -- Ricardo Andere de Mello Presidente do Quilombo Digital 55 11 3271-7928 _______________________________________________ Quilombodigital-filosofia mailing list Quilombodigital-filosofia-lWjjnNBg0S7cOli+L/M/[email protected] http://listas.quilombodigital.org/mailman/listinfo/quilombodigital-filosofia