Re: [QD-Filosofia] IMPORTANTE - LEIA
Cláudio Sampaio <[email protected]> Tue, 31 May 2005 14:44:39 -0300
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.quilombo |
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| Message-ID | <[email protected]> |
On 5/30/05, Pink <lisias-iTyh1gMWHkxfJ/[email protected]> wrote: > Eu não vou me posicionar à favor de um. Me parece que todos têm razão: > se o estatuto exige "unanimidade", então unanimidade deve ser alcançada; > mas é difícil ver o QD num processo que promova (mesmo que > indiretamente) Software Proprietário... > A minha posição neste tema é clara, e uma pesquisa no histórico da lista > confirmará : eu *sei* que o S.L. é um excelente modelo de produção de > software, mas é apenas uma ferramenta à mais a ser usada (ou não) em > prol de uma outra luta (maior, e dissociada de software) que é a > liberdade e o progresso econômico sustentável. Não segundo a ideologia do Software Livre que, como informado, é adotada pelo Quilombo Digital. O Software Livre é mais do que apenas uma ferramenta, e "progresso econômico sustentável" não faz parte da pauta. > IMHO, o que é importante é que o software seja acessível, seguro, e > promotor de desenvolvimento. Hoje, o S.L. é a melhor ferramenta para > isto no domínio Software. > Mas não é a única. > Usar a ferramenta certa para o trabalho é a melhor solução para qualquer > problema. Esse não é o ponto de vista da Fundação do Software Livre e julgo que também não seja o ponto de vista do Quilombo Digital, se ele segue a filosofia do Software Livre (não vou nem falar mais, pois fsf.org tem textos suficientemente claros). Talvez você esteja certo se estiver se referindo ao movimento "open source" (código aberto). Mas aí já não estamos falando sobre a perspectiva do "Software Livre". > A partir do instante que as corporações começam a fazer parte (e, mais > importante, a financiar) a/da comunidade, elas passam a ter o direito de > definir, também, as ações no Software Livre. Cabe à cada um dos > integrantes da comunidade participar ou não destas ações, mas negar o > direito é impensável. A filosofia do Software Livre segue uma meta e esta meta não muda de acordo com quem traz o progresso para sua implantação. Portanto, o que você disse não me parece ter sentido. Seria desvirtuar filosofia e propósito do Software Livre em si. > A partir do momento que as corporações financiem (diretamente ou > indiretamente) os integrantes da comunidade, é óbvio que seus interesses > passarão a ter mais atenção. É tarefa de entidades como o Q.D. prevenir > que o poder financeiro então, acabe por sufocar (intencionalmente ou > não) os demais interesses do movimento. Sim, pois ser óbvio é diferente de "ser o mais certo". > O direito de "tomar as rédeas" deve ser igual para todos os membros da > comunidade. Se alguém não for "digno" de tomar as rédeas, que não faça > parte da comunidade. Se as corporações não são bem vindas, não aceitem > seu dinheiro. > Do contrário, seremos um movimento de hipócritas. Depende do que "prometermos". Aceitar colaborações de software sob uma licença livre de uma empresa e ainda assim reclamar das ações desta empresa, por exemplo, a favor das patentes de software, pra mim não tem nada de hipocrisia. Uma empresa grande pode seguir muitas frontes diferentes, o que faz com que tenha várias facetas. Mais vale elogiarmos ou criticarmos ações isoladas das empresas, sem prometermos apoio irrestrito a cada colaboração que ela faça. Alguma vez prometemos isso? Patola -- http://linuxfud.org - o TIRA-TEIMA dos ataques ao software livre! (Em fase beta!)