Re: [QD-Filosofia] IMPORTANTE - LEIA
Pink <lisias-iTyh1gMWHkxfJ/[email protected]> Tue, 31 May 2005 15:11:34 -0400
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.quilombo |
|---|---|
| Message-ID | <[email protected]> |
Cláudio Sampaio wrote: > On 5/30/05, Pink <lisias-iTyh1gMWHkxfJ/[email protected]> wrote: >>A minha posição neste tema é clara, e uma pesquisa no histórico da lista >>confirmará : eu *sei* que o S.L. é um excelente modelo de produção de >>software, mas é apenas uma ferramenta à mais a ser usada (ou não) em >>prol de uma outra luta (maior, e dissociada de software) que é a >>liberdade e o progresso econômico sustentável. > > > Não segundo a ideologia do Software Livre que, como informado, é > adotada pelo Quilombo Digital. O Software Livre é mais do que apenas > uma ferramenta, e "progresso econômico sustentável" não faz parte da > pauta. Eu não vejo Software Livre como meta de vida, como objetivo de vida ou como forma de governo. Vejo Software Livre como vejo Software - uma ferramenta para atingir objetivos. E "progresso economico sustentável" faz parte da pauta sim. Há relatos do RMS sobre como ele usou S.L. para ganhar dinheiro. Não só isso, ele incentiva a prática. As palestras do Maddog também são neste sentido. >> [...] >> Usar a ferramenta certa para o trabalho é a melhor solução para qualquer >> problema. > > Esse não é o ponto de vista da Fundação do Software Livre e julgo que > também não seja o ponto de vista do Quilombo Digital, se ele segue a > filosofia do Software Livre (não vou nem falar mais, pois fsf.org tem > textos suficientemente claros). O que eu penso também é baseado nos textos que li na FSF. Mas não somente. Leio artigos do RMS, mas também do Maddog, do ESR e de outros expoentes do S.L. > Talvez você esteja certo se estiver se > referindo ao movimento "open source" (código aberto). Mas aí já não > estamos falando sobre a perspectiva do "Software Livre". De acordo com a FSF, Código Aberto é uma modalidade de S.L. : http://www.fsf.org/licensing/essays/categories.html Mas concordo com vc que Código Aberto possui outras finalidades. >>A partir do instante que as corporações começam a fazer parte (e, mais >>importante, a financiar) a/da comunidade, elas passam a ter o direito de >>definir, também, as ações no Software Livre. Cabe à cada um dos >>integrantes da comunidade participar ou não destas ações, mas negar o >>direito é impensável. > > A filosofia do Software Livre segue uma meta e esta meta não muda de > acordo com quem traz o progresso para sua implantação. Portanto, o que > você disse não me parece ter sentido. Seria desvirtuar filosofia e > propósito do Software Livre em si. Isto é elitismo puro e simples. É simplesmente impossível reunir pessoas (e organizações diferentes) sob uma causa qualquer sem admitir discussões (e eventuais ataques) à "filosofia" que os une. Pessoas diferentes, pensamentos diferentes, diferentes formas de "ver" a filosofia. Se uma organização não admite questionamentos sobre a filosofia que a rege, que mantenha isto bem claro desde o começo e negue toda e qualquer contribuição de quem esteja disposto à questioná-la. >>A partir do momento que as corporações financiem (diretamente ou >>indiretamente) os integrantes da comunidade, é óbvio que seus interesses >>passarão a ter mais atenção. É tarefa de entidades como o Q.D. prevenir >>que o poder financeiro então, acabe por sufocar (intencionalmente ou >>não) os demais interesses do movimento. > > > Sim, pois ser óbvio é diferente de "ser o mais certo". Na minha opinião, é o mais certo. Vivemos numa comunidade que prega o que convencionamos chamar de Meritocracia, certo? Se o cara (ou organização) possui mérito, então possui o direito de interferir. E a comunidade que se auto-ajuste em torno das repercussões. Obviavemente, eu posso estar errado e a Comunidade de Software Livre seja apenas mais uma organização dogmática como tantas outras. Como tantas outras que se esquecem que o mais importante não é uma ou outra ferramenta, mas o mais importante é GENTE. São as pessoas que deveriam ser o objetivo de toda e qualquer filosofia. É, em última instância, *para as pessoas* que as lutas por liberdade ocorrem. >>O direito de "tomar as rédeas" deve ser igual para todos os membros da >>comunidade. Se alguém não for "digno" de tomar as rédeas, que não faça >>parte da comunidade. Se as corporações não são bem vindas, não aceitem >>seu dinheiro. > [...] > Depende do que "prometermos". Aceitar colaborações de software sob uma > licença livre de uma empresa e ainda assim reclamar das ações desta > empresa, por exemplo, a favor das patentes de software, pra mim não > tem nada de hipocrisia. Uma empresa grande pode seguir muitas frontes > diferentes, o que faz com que tenha várias facetas. Não estou falando disso. AFAIK, o foco da discussão era ver como indesejável que empresas e outras organizações comerciais intervenham dentro da comunidade, mesmo quando colaboram com ela. Em miúdos, a comunidade desejar que tais organizações apenas colaborem "e calem a boca". > Mais vale elogiarmos ou criticarmos ações isoladas das empresas, sem > prometermos apoio irrestrito a cada colaboração que ela faça. Alguma > vez prometemos isso? Não é este o foco da questão. -- []s, Pink-wBsywGeCLZkeOCNqTAKFjzj8K+HCKVuJ+cwJ65Ta4FyFMGGs4OAh9Yf9jMG0W+I2dC5D65UrEYD35BXe+0TDd9mK2QyCP+EC@public.gmane.orgverse _______________________________________________ Quilombodigital-filosofia mailing list Quilombodigital-filosofia-lWjjnNBg0S7cOli+L/M/[email protected] http://listas.quilombodigital.org/mailman/listinfo/quilombodigital-filosofia