Re: [QD-Filosofia] IMPORTANTE - LEIA
Marcus Vinicius - UOL <mvbsoares-/1Rj0zDCqbBfyO9Q7EP/[email protected]> Tue, 31 May 2005 17:13:25 -0300
| Newsgroups | gmane.org.user-groups.quilombo |
|---|---|
| Message-ID | <[email protected]> |
Podem me dizer o que há de tão problemático em ganhar dinheiro com software livre ? Ainda não entendi ... nem mesmo se a questão é esta. Fortes abraços, Marcus Vinicius. Cláudio Sampaio escreveu: >On 5/31/05, Pink <lisias-iTyh1gMWHkxfJ/[email protected]> wrote: > > >>Eu não vejo Software Livre como meta de vida, como objetivo de vida ou >>como forma de governo. Vejo Software Livre como vejo Software - uma >>ferramenta para atingir objetivos. >> >> > >Tudo bem, você não vê. Mas você está falando "em nome do Software >Livre", então supõe-se que está seguindo a ideologia de quem originou >o termo. Para a Fundação do Software Livre, este *NÃO* é apenas uma >ferramenta: é a bandeira de um movimento social. Citação de >http://www.fsf.org/licensing/essays/free-software-for-freedom.html/view?searchterm=open%20source >: > >"As one person put it, "Open source is a development methodology; free >software is a social movement." For the Open Source movement, non-free >software is a suboptimal solution. For the Free Software movement, >non-free software is a social problem and free software is the >solution." - Tradução: "Como certa pessoa me disse, 'Código Aberto é >uma metodologia de desenvolvimento; software livre é um movimento >social'. Para o movimento de Código Aberto, software não-livre é uma >solução aquém do ótimo; para o movimento do Software Livre, software >não-livre é um problema social e software livre é a solução." > > > >>E "progresso economico sustentável" faz parte da pauta sim. Há relatos >>do RMS sobre como ele usou S.L. para ganhar dinheiro. Não só isso, ele >>incentiva a prática. >>As palestras do Maddog também são neste sentido. >> >> > >Não confunda as coisas. O Movimento do Software Livre (que não é a >mesma coisa que o Stallman) não trata a questão de vender softwares >(livres) como anti-ética, mas trata, obviamente, a questão do software >proprietário como anti-ética. O que é diferente de fazer da venda de >software livre a meta do movimento do Software Livre; a meta é social. >Mais detalhes aqui: >http://www.fsf.org/licensing/essays/pragmatic.html/view > > > >>O que eu penso também é baseado nos textos que li na FSF. Mas não somente. >> >> > > > >>Leio artigos do RMS, mas também do Maddog, do ESR e de outros expoentes >>do S.L. >> >> > >Tudo bem, mas então não fale em nome do Software Livre (e do Quilombo >Digital). Até onde estou informado, o Quilombo segue as linhas do >movimento de Software Livre, não do de Código Aberto, certo? > > > >> > Talvez você esteja certo se estiver se >> >> >>>referindo ao movimento "open source" (código aberto). Mas aí já não >>>estamos falando sobre a perspectiva do "Software Livre". >>> >>> > > > >>De acordo com a FSF, Código Aberto é uma modalidade de S.L. : >> >> > > > >>http://www.fsf.org/licensing/essays/categories.html >> >> > > > >>Mas concordo com vc que Código Aberto possui outras finalidades. >> >> > >Não foi bem isso que a FSF disse. Esclarecimentos aqui: >http://www.fsf.org/licensing/essays/free-software-for-freedom.html/view >- as metas são diferentes, a ideologia de suporte é diferente. As >licenças é que são praticamente iguais, daí a parte de "categories" >estar em "licensing" no URL que você citou. Mas é de se esperar que as >decisões difiram em diversos contextos, dados os enfoques díspares. > > > >>>A filosofia do Software Livre segue uma meta e esta meta não muda de >>>acordo com quem traz o progresso para sua implantação. Portanto, o que >>>você disse não me parece ter sentido. Seria desvirtuar filosofia e >>>propósito do Software Livre em si. >>> >>> > > > >>Isto é elitismo puro e simples. >> >> > >Se manter a meta firme de manter a liberdade pode ser chamada de >elitismo, qualquer meta pode ser chamada assim. Posso dizer a mesma >coisa da sua meta de comércio. > > > >>É simplesmente impossível reunir pessoas (e organizações diferentes) sob >>uma causa qualquer sem admitir discussões (e eventuais ataques) à >>"filosofia" que os une. >> >> > >Mas a situação é diferente. As pessoas adotam uma filosofia para >perseguir uma causa, não o contrário. A meta é a "liberdade de >software" e, se você discorda dessa meta, então você simplesmente >rompe todos os pressupostos; outra filosofia, outra ótica, outra >conversa tem que ser adotada. Se sua meta é lucro, ou você se atém à >meta com que todos concordam da liberdade de software e advoga que o >lucro também pode ser alcançado, ou simplesmente diz que a meta de >lucro passa a ser a principal - e assume publicamente que discorda de >todos que concordam com aquela ideologia, e tem que começar toda a sua >defesa do zero. > >É claro que, caso você queira defender outros meios de se cumprir a >meta da liberdade de software, vai ser mais fácil convencer as >pessoas, mas não é isso que você está fazendo. > > > >>Pessoas diferentes, pensamentos diferentes, diferentes formas de "ver" a >>filosofia. >> >> > >Acredito que estas "diferentes formas de ver" não existam, sejam >apenas erros de interpretação. Como disse antes, acho as páginas da >fsf.org bem claras, cristalinas. > > > >>Se uma organização não admite questionamentos sobre a filosofia que a >>rege, que mantenha isto bem claro desde o começo e negue toda e qualquer >>contribuição de quem esteja disposto à questioná-la. >> >> > >Acho que se não admitisse questionamentos não teríamos nem muitas >listas de discussão e nem estaríamos discutindo aqui, sua consideração >me pareceu mais retórica do que contestatória. Só que a lógica de >argumentação, pura e simples, nos diz o que eu já falei de romper as >bases de toda a filosofia subjacente. > > > >>>Sim, pois ser óbvio é diferente de "ser o mais certo". >>> >>> >>Na minha opinião, é o mais certo. Vivemos numa comunidade que prega o >>que convencionamos chamar de Meritocracia, certo? Se o cara (ou >>organização) possui mérito, então possui o direito de interferir. E a >>comunidade que se auto-ajuste em torno das repercussões. >> >> > >A meritocracia assim dita vem na verdade dos livros do Eric Raymond e >estão ligados ao aspecto de desenvolvimento de Software de "Código >Aberto" como escritos no livro "A Catedral e o Bazar" e seus volumes >posteriores. Não concordo que seja automática e sem empecilhos sua >passagem para a filosofia do Software Livre, esta deve ser feita com >cuidado. Além disso, a meritocracia em questão se refere ao software e >ao status; desenvolvedores de software com mais "mérito" têm mais >acesso no software em que mexem (e talvez em outros), assim como mais >voz, visibilidade e responsabilidade. > > > >>Obviavemente, eu posso estar errado e a Comunidade de Software Livre >>seja apenas mais uma organização dogmática como tantas outras. >> >> > >Você não demonstrou que o Software Livre é dogmático. > > > >>Como tantas outras que se esquecem que o mais importante não é uma ou >>outra ferramenta, mas o mais importante é GENTE. >>São as pessoas que deveriam ser o objetivo de toda e qualquer filosofia. >>É, em última instância, *para as pessoas* que as lutas por liberdade >>ocorrem. >> >> > >E por que você insinua que a filosofia de Software Livre não tem foco >nas pessoas? Não entendi a amarração lógica de todo o papo atrás com >estas frases. > > > >>Não estou falando disso. AFAIK, o foco da discussão era ver como >>indesejável que empresas e outras organizações comerciais intervenham >>dentro da comunidade, mesmo quando colaboram com ela. >> >> > >Depende da intervenção, ué. Falando assim em termos gerais não dá pra >concluir nada, nem mesmo se a intervenção seria "indesejável" ou >"desejável". Segue a filosofia assumida pelos proponentes (Software >Livre)? Então acho que podemos classificar como "desejável". Não >segue? Indesejável, embora possa ser "permitida" (por exemplo, um >webmaster que respeite a licença GPL do mambo mas não coloque os >créditos do CMS em sua página). > > > >>Em miúdos, a comunidade desejar que tais organizações apenas colaborem >>"e calem a boca". >> >> > >Acho que ajudaria se você desse um caso concreto disto, colocasse exemplos. > >Patola > > -- ÐÏࡱá _______________________________________________ Quilombodigital-filosofia mailing list Quilombodigital-filosofia-lWjjnNBg0S7cOli+L/M/[email protected] http://listas.quilombodigital.org/mailman/listinfo/quilombodigital-filosofia